Mara designa vereadoras para atuar dentro da Polícia Civil no acompanhamento das investigações de abuso sexual na Prefeitura de Cuiabá, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina “Não vamos nos calar”, diz vereadora Mara ao defender comissão que investigará ex-secretário por suspeita de abuso sexual A Câmara Municipal de Cuiabá instaurou uma comissão especial para acompanhar as investigações envolvendo o ex-secretário municipal William Leite de Campos, acusado de suposto abuso sexual contra servidora da Prefeitura da Capital. O caso, que ganhou grande repercussão nos últimos dias, culminou no pedido de demissão do então secretário após o escândalo tornar-se insustentável nos bastidores do Executivo e do Legislativo. A iniciativa partiu da vereadora Doutora Mara (Podemos), que protocolou o requerimento para criação da comissão especial diante da impossibilidade regimental de abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), já que outras CPIs estão em andamento na Casa. Segundo a parlamentar, a gravidade das denúncias exigia uma resposta institucional firme. “Os motivos são óbvios. É uma situação muito delicada, um enfrentamento muito forte contra o assédio sexual. Quando nós propusemos, não tinha outra saída a não ser fazermos alguma coisa e a Casa se manifestar”, declarou. A comissão terá prazo inicial de 90 dias para atuar e acompanhar o caso. O grupo será composto pela própria Doutora Mara e por outras vereadoras da bancada feminina, entre elas Maria Valloni e Michele Alencar, que deverão acompanhar de perto os desdobramentos na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher. O inquérito policial está sob responsabilidade da delegada Jucá, que conduz a investigação no âmbito da Polícia Civil. De acordo com a vereadora, o objetivo da comissão não será antecipar julgamentos, mas garantir que o caso seja acompanhado com rigor e transparência, tanto no âmbito policial quanto nas eventuais repercussões administrativas e políticas. “É um assunto delicado, mas vai ser tratado com todo o rigor que merece e sem antecipação de valores e julgamentos. Precisamos dar uma resposta à sociedade e principalmente segurar na mão das mulheres. Essa Casa representa a todos”, afirmou. Nos bastidores da Câmara, parte dos vereadores defendeu a abertura de uma CPI, enquanto outros argumentaram que a limitação regimental impedia a instalação imediata de mais uma comissão investigativa formal. Mesmo assim, o debate expôs divergências e levantou questionamentos sobre a necessidade de garantir proteção à suposta vítima e assegurar a lisura das apurações. A comissão especial acompanhará as oitivas na Polícia Civil, solicitará informações oficiais e poderá realizar reuniões internas para avaliar os desdobramentos do caso. Ao final dos 90 dias, os membros deverão apresentar um relatório com encaminhamentos baseados nas conclusões das investigações policiais e nas decisões judiciais que vierem a ser proferidas. Doutora Mara destacou que o objetivo central é chegar à verdade dos fatos. “Eu espero que a gente chegue realmente à verdade para que possamos dar uma resposta concreta e verdadeira para aqueles que precisam ouvir. Que isso não termine em injustiça”, pontuou. O caso segue sob investigação da Delegacia da Mulher, enquanto a Câmara Municipal busca demonstrar posicionamento institucional diante das denúncias que abalaram o cenário político da Capital. Veja: [playlist type="video" ids="377232"]