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Por Emerson Teixeira
A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão de Jackson Pinto da Silva, homem que confessou ter assassinado a própria esposa, a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, em um crime que provocou forte repercussão e indignação em Cuiabá nesta semana. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada pela 14ª Vara Criminal da Capital, após a Polícia Civil concluir que o caso apresenta indícios graves de feminicídio premeditado e ocultação de cadáver.
Nilza foi encontrada enterrada no quintal da residência onde vivia com o suspeito, no bairro Parque Cuiabá. O corpo estava enrolado em um pano e escondido em uma cova com aproximadamente dois metros de profundidade, cenário que chocou até mesmo investigadores acostumados a crimes violentos. Para retirar o cadáver, foi necessário o uso de uma retroescavadeira.
Segundo a investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a vítima foi morta por enforcamento com uma abraçadeira plástica, conhecida como “enforca-gato”. Os investigadores sustentam que houve planejamento para ocultar o crime. Conforme apurado, o suspeito teria contratado um operador de máquinas para abrir o buraco no terreno e, após a saída do trabalhador, colocado o corpo da esposa no local antes de cobrir a área com terra.
Apesar da gravidade das acusações, Jackson permaneceu em silêncio durante o depoimento oficial prestado à Polícia Civil. No entanto, ao deixar a delegacia sob escolta policial, acabou abordado por jornalistas que acompanhavam o caso e decidiu falar rapidamente sobre o assassinato.
Diante das perguntas da imprensa, o suspeito confessou o crime, afirmou que teria “perdido a cabeça” após desentendimentos no relacionamento e declarou estar arrependido. Em tom frio e sem explicar o que motivou o assassinato, ele pediu perdão à família da vítima, mas evitou detalhar como ocorreu a morte da empresária ou justificar a brutalidade do feminicídio.
A manutenção da prisão preventiva levou em consideração a gravidade do crime, a forma como o corpo foi ocultado e os indícios de que o assassinato foi cometido de maneira planejada. O processo tramita sob sigilo judicial.
O caso provocou forte comoção em Mato Grosso e voltou a colocar em evidência os altos índices de feminicídio registrados no Estado. A combinação entre a violência do assassinato, a tentativa de esconder o corpo no quintal da própria casa e a postura do suspeito diante das câmeras transformou o crime em um dos episódios mais impactantes da semana na Capital mato-grossense.