JB News
por Nayara Cristina
No tabuleiro de 2026, Júlio Campos surge como mensageiro político e propõe vice de Jaciara para fortalecer chapa de Jaime Campos
A manhã deste sábado em Cuiabá foi marcada por um dos maiores atos de reorganização política recentes no estado. O Hotel Fazenda Mato Grosso ficou praticamente lotado durante o grande evento de filiação partidária promovido pelo Marcos Rusi, que lidera um movimento expressivo de fortalecimento do Podemos em Mato Grosso.
Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias, empresários e representantes da sociedade civil compareceram em peso ao ato político. Segundo organizadores, mais de 25 prefeitos participaram do encontro, além de um número expressivo de empresários e lideranças regionais que oficializaram filiação à sigla, evidenciando uma verdadeira debandada de agentes públicos e políticos para o novo projeto partidário.
Em meio ao ambiente de forte mobilização política, uma presença chamou atenção nos bastidores e no palco do evento: a do ex-governador e deputado estadual Júlio Campos, uma das figuras mais experientes e influentes da política mato-grossense e liderança histórica do União Brasil.
Júlio Campos deixou claro que não estava no evento para se filiar ao partido. Sua participação teve um caráter político estratégico. Segundo ele, sua presença no encontro foi para levar uma mensagem e abrir uma possibilidade de construção política mirando o cenário eleitoral de 2026.
O parlamentar revelou que vê com bons olhos uma aliança entre o grupo político liderado pelo deputado Max Russi e o projeto eleitoral encabeçado pelo senador Jayme Campos, que é apontado como um dos principais nomes na disputa pelo Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026.
Dentro dessa construção, Júlio Campos colocou na mesa uma proposta que já começa a movimentar o tabuleiro político estadual: que o grupo de Max Russi indique a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner — esposa do parlamentar — para ocupar a vaga de vice-governadora em uma eventual chapa encabeçada por Jaime Campos.
A articulação, segundo o deputado, poderia representar uma convergência política estratégica entre forças importantes do estado. Ao mesmo tempo em que abriria espaço para o grupo do Podemos dentro da chapa majoritária, também fortaleceria a base de sustentação política na Assembleia Legislativa.
Nos bastidores, a movimentação também carrega um componente institucional relevante. A eventual composição política poderia contribuir para consolidar apoio ao projeto de eleição de Max Russi para a presidência da Assembleia Legislativa na próxima legislatura, que se inicia em 2027.
Com décadas de experiência política, Júlio Campos atuou no evento quase como um emissário político, sinalizando pontes e caminhos possíveis para a formação de alianças futuras. Sua fala ocorreu em meio a um ambiente de intensa articulação partidária, onde lideranças discutiam não apenas filiações, mas também a formação das chapas que irão disputar o comando do estado.
A presença do veterano político em um evento organizado por lideranças do Podemos também foi interpretada como um gesto de abertura ao diálogo entre diferentes grupos políticos, num momento em que as articulações para 2026 começam a ganhar forma.
Enquanto nomes como Wellington Fagundes, Natássia Sliescharenko e Otaviano Pivetta também aparecem no radar como possíveis candidatos ao governo, o movimento deste sábado demonstrou que as peças do tabuleiro político de Mato Grosso já começam a ser posicionadas com antecedência.
E, no centro desse jogo estratégico, o ato de filiação do Podemos acabou se transformando não apenas em um evento partidário, mas em um palco de articulações que podem influenciar diretamente a formação das alianças e das chapas que disputarão o comando do Palácio Paiaguás em 2026.
Veja o vídeo
https://youtube.com/shorts/9wxSDZBWaz0?si=APq2kaY7UShUGtdv