“Há dinheiro em caixa para pagar melhor o servidor”, diz Júlio ao defender RGA ampliado; VEJA O VÍDEO

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Ana Paula Figueiredo

Deputado afirma que arrecadação superou previsões e sustenta que proposta busca corrigir defasagem salarial acumulada

O deputado estadual Júlio Campos afirmou que um grupo de parlamentares estuda a apresentação de uma emenda para ampliar o percentual da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais, argumentando que a medida é viável diante do crescimento real da arrecadação do Estado.

Segundo o parlamentar, a proposta em discussão prevê a aplicação do índice legal de 4,26%, acrescido de um percentual adicional negociado para recomposição gradual das perdas salariais. A ideia é que o reajuste total chegue próximo de 10% ainda neste ano, deixando o restante da correção para os exercícios de 2027 e 2028.

Júlio justificou a iniciativa afirmando que o orçamento estadual vem sendo historicamente subdimensionado. De acordo com ele, em 2025 a previsão inicial era de arrecadação de R$ 38 bilhões, mas a receita líquida do Estado ultrapassou R$ 50 bilhões, enquanto a arrecadação total alcançou cerca de R$ 70 bilhões.

“Não faz sentido negar uma compensação salarial ao servidor público quando a arrecadação cresce muito além do previsto. O servidor é a base do funcionamento do Estado”, afirmou o deputado.

O parlamentar destacou ainda que a folha líquida mensal gira em torno de R$ 1 bilhão e que um reajuste de 10% representaria um impacto considerado administrável frente ao volume total de receitas estaduais. Para ele, a proposta não compromete o equilíbrio fiscal e atende a um princípio de justiça social.

Campos reconheceu que a iniciativa para concessão de reajustes salariais é prerrogativa do Poder Executivo, mas afirmou que o movimento no Legislativo tem o objetivo de sensibilizar o governador. Segundo ele, existe diálogo em andamento e boa vontade política para buscar uma solução que respeite a responsabilidade fiscal e valorize o funcionalismo público.

“A Assembleia demonstra disposição para avançar nesse debate, porque entende que há condições financeiras e uma dívida histórica com o servidor”, concluiu.

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