“Grupo de WhatsApp não é terapia”: Katiuscia deixa PSB com aval da Justiça, e critica vazamento de conversa que abalou confiança dos vereadores de Cuiabá, VEJA O VÍDEO

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  JB News por Nayara Cristina A migração em bloco de lideranças ligadas ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, para o Podemos ganhou novos contornos em Cuiabá com as declarações firmes da vereadora Katiuscia Manteli. Em entrevista, ela detalhou sua saída do PSB com aval da Justiça Eleitoral, comentou a futura maior bancada da Câmara, falou sobre a disputa pela Mesa Diretora, defendeu a legalidade das férias parlamentares e criticou duramente o vazamento de conversas internas de vereadores. Katiuscia confirmou que só deixou o PSB após decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso. Segundo ela, apesar de manter boa relação com o ex-governador Pedro Taques, não arriscaria uma simples carta de liberação. “Se eu tivesse só uma carta, poderia abrir brecha para suplente ou para a nacional reivindicar a cadeira. Se não fosse de forma judicial, eu não sairia do partido”, afirmou. Ela destacou que o parecer da Procuradoria foi favorável e que a decisão do TRE garantiu segurança jurídica para acompanhar o projeto político de Max Russi. A vereadora negou ser candidata nas eleições de 2026 e deixou claro que sua decisão não está ligada a projeto pessoal. “Não sou candidata, não sou pré-candidata. Estou à disposição do meu grupo político. A questão é acompanhar o deputado Max Russi. Seria incoerente ele estar candidato em um partido e nós em outro”, declarou. Sobre o comando do Podemos em Cuiabá, Katiuscia afirmou que não pretende disputar diretório municipal ou estadual. Citou que há nomes já eleitos e estruturados na legenda, como a vereadora Dra. Mara, secretária do Podemos Mulher no Estado, e reforçou que sua filiação, marcada para o dia 7, é exclusivamente para fortalecer o grupo. Ela confirmou que, com a possível liberação judicial do vereador Ilde Taques — que já tem parecer favorável da Procuradoria e aguarda julgamento — o Podemos poderá alcançar seis cadeiras na Câmara: Kássio Coelho, Dra. Mara, Katiuscia Manteli, Ilde Taques, Sargento Joelson e Alex Rodrigues, que deixou recentemente o PV. “Será a maior bancada da Câmara Municipal”, afirmou. A nova configuração, segundo ela, impacta diretamente a eleição da Mesa Diretora, prevista para agosto. Katiuscia reconheceu que o vereador Ilde é um dos pretensos candidatos à disputa e que a formação de uma bancada de seis parlamentares fortalece o partido nas negociações. “Isso influencia votações em bloco em qualquer situação, inclusive para a Mesa”, declarou. Ela também afirmou que o fortalecimento do partido deverá refletir na gestão do prefeito Abílio Brunini. “Todos fazem parte da base. São seis votos. Naturalmente vamos pleitear um espaço maior na gestão”, disse. Sobre a polêmica conversão de férias durante o recesso, Katiuscia foi categórica ao afirmar que o procedimento é legal. “É uma lei. Foi votada por unanimidade. O vereador tem o direito de pedir ou não. Eu não pedi e não vou pedir neste momento, talvez tire as férias em vez de reverter. Mas não julgo quem pediu, porque é permitido”, declarou, reconhecendo o questionamento da sociedade, mas reforçando que o ato é amparado pela legislação. O ponto mais sensível da entrevista foi o vazamento de áudios de um grupo privado de WhatsApp dos vereadores. Como primeira secretária da Câmara, ela classificou o episódio como grave e gerador de desconfiança generalizada. “Foi chocante. Vereadores de quatro, cinco mandatos nunca viram algo assim. Quando você está num grupo privado, acredita que pode confiar. Agora todos passam a ser suspeitos”, afirmou. Segundo ela, alguns parlamentares deixaram o grupo após o vazamento. “Grupo de WhatsApp não é terapia. O que acontece no colégio de líderes fica no colégio de líderes. Quando há vazamento, gera total insegurança”, disse, destacando que o episódio criou um ambiente de desconfiança interna. A transição partidária em curso, aliada à disputa pela Mesa Diretora e às tensões internas da Câmara, evidencia um momento de reorganização profunda na política de Cuiabá. Com a possível maior bancada da Casa e influência direta nas articulações de 2026, o grupo liderado por Max Russi amplia seu protagonismo enquanto a Câmara enfrenta um período de ajustes e reacomodações nos bastidores. Veja: [playlist type="video" ids="379272"]