Crise no União Brasil: mágoa de Dilmar Dal Bosco expõe racha interno e deputado diz que até dia 3 decide se deixa o partido, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina “DESUNIÃO” BRASIL A articulação política para as eleições de 2026 já provoca fortes turbulências dentro do União Brasil em Mato Grosso. Um dos principais nomes da legenda na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Dilmar Dal Bosco, revelou estar magoado com a forma como foi tratado por alguns colegas do próprio partido e passou a reavaliar sua permanência na sigla. Dilmar Dal Bosco, que atualmente exerce a liderança do governo na Assembleia Legislativa, afirmou que questionamentos internos feitos por parlamentares da própria legenda o deixaram desconfortável dentro do partido. O deputado, no entanto, não detalhou quais teriam sido exatamente as críticas, mas disse que a situação foi suficiente para fazê-lo repensar seu futuro político. Segundo ele, a definição sobre sua permanência ou saída do partido deve ocorrer após conversas com as principais lideranças da sigla em Mato Grosso, como o governador Mauro Mendes e o senador Jaime Campos. Dal Bosco afirmou que pretende dialogar com ambos antes de tomar qualquer decisão definitiva, o que deve ocorrer até o início de abril, prazo que antecede o fechamento da janela partidária. Nos bastidores, convites não faltam. O parlamentar confirmou que foi procurado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho, que recentemente assumiu o comando do Podemos no estado e o convidou para se filiar à sigla. Outra possibilidade surgiu a partir de articulação do vice-governador Otaviano Pivetta, que o convidou para ingressar no Republicanos. Além disso, o presidente estadual do Partido Renovação Democrática em Mato Grosso, Mauro Carvalho, também teria feito convite para que o deputado se filiasse à legenda. Dal Bosco afirmou que está analisando todas as possibilidades junto ao seu grupo político e aliados. De acordo com ele, qualquer decisão levará em consideração não apenas sua trajetória pessoal, mas também o futuro de lideranças que o acompanham e que pretendem disputar vagas na Assembleia Legislativa em 2026. “Veja bem, eu estou entregando a liderança do governo, isso eu já falei com o governador Mauro Mendes. O Mauro encerra o mandato agora dia 31 e vai entregar o governo. Na questão partidária, tenho feito o que posso para trazer novos filiados e novas lideranças para o União Brasil. Mas, por questionamentos internos de alguns colegas deputados ou alguém que me questionou, eu não me senti bem. Hoje eu tenho partidos para ir sem problema nenhum”, afirmou o parlamentar. Ele acrescentou que, caso decida deixar a legenda, lideranças políticas que caminham ao seu lado também poderão acompanhá-lo. “Algumas pessoas ligadas a mim, que querem ser candidatas a deputado estadual, podem vir comigo”, disse. A possível saída de Dilmar Dal Bosco pode representar um duro golpe para o União Brasil em Mato Grosso. O deputado é considerado uma das principais lideranças da sigla na Assembleia Legislativa e sua migração para outro partido pode provocar um efeito cascata, estimulando outras lideranças a também deixarem a legenda. O cenário de instabilidade no partido já vem sendo percebido em diversas regiões do estado. Movimentações de bastidores indicam que vereadores, lideranças municipais e figuras tradicionais da legenda avaliam trocar de sigla diante do atual clima interno. Entre os nomes citados está a vereadora Michele Alencar, além de outras lideranças regionais que estudam novos caminhos políticos. Outro episódio recente também contribuiu para aumentar o clima de tensão dentro do União Brasil. Dilmar Dal Bosco assumiu a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa, uma das mais importantes da Casa. A escolha gerou forte reação de alguns parlamentares e provocou críticas públicas dentro da própria legenda. Durante o embate político, o deputado Eduardo Botelho chegou a disparar críticas duras contra Dal Bosco, acusando o colega de não cumprir compromissos assumidos anteriormente e utilizando adjetivos que ampliaram ainda mais o desgaste interno no partido. Além das disputas dentro da Assembleia, a discussão sobre a sucessão estadual em 2026 também tem alimentado o racha no União Brasil. O governador Mauro Mendes, principal liderança da legenda em Mato Grosso, tem sinalizado apoio político ao vice-governador Otaviano Pivetta, que pertence a outra sigla e se coloca como pré-candidato ao governo do estado. A movimentação tem gerado insatisfação entre integrantes do partido, que defendem uma candidatura própria da legenda ao Palácio Paiaguás. Nos bastidores políticos, a avaliação é de que, caso a saída de Dilmar Dal Bosco se confirme, o União Brasil poderá sofrer uma baixa significativa em sua estrutura política e eleitoral. A legenda corre o risco de enfrentar dificuldades para montar chapas competitivas para deputado estadual em 2026 e até mesmo reduzir sua representatividade na Assembleia Legislativa. As próximas semanas, com a proximidade da janela partidária, devem ser decisivas para definir o futuro do União Brasil em Mato Grosso e o destino político de algumas de suas principais lideranças. O desfecho dessas articulações poderá redesenhar o cenário eleitoral do estado para a disputa de 2026. Veja : [playlist type="video" ids="382829"]