Crise internacional pode explodir custos no Brasil, e Mauro Mendes alerta: ‘hora de reduzir dependência do petróleo’”, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina   A escalada de tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã volta a pressionar o mercado internacional e reacende um velho temor da economia global: o impacto direto sobre o petróleo, os insumos estratégicos e, por consequência, a cadeia produtiva mundial. No Brasil, onde o agronegócio é um dos pilares da balança comercial, os reflexos desse cenário já acendem sinais de alerta — especialmente em estados altamente dependentes da produção e exportação de commodities, como Mato Grosso. Diante desse contexto, o governador Mauro Mendes adotou um tom de preocupação, mas também de oportunidade estratégica. Em declaração nesta manhã, o chefe do Executivo estadual destacou que o Brasil precisa reagir com inteligência econômica e reduzir sua dependência de combustíveis fósseis importados, defendendo com firmeza o avanço do etanol e do biodiesel. Segundo Mendes, a possível alta no preço dos combustíveis, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, pode ser revertida em vantagem competitiva para o país. “Extremamente favorável”, afirmou ao comentar a possibilidade de políticas de incentivo ao etanol. Para ele, trata-se de uma decisão estratégica tardia, mas necessária. O governador ressaltou que o Brasil — e especialmente Mato Grosso — possui capacidade robusta de produção tanto de etanol de cana quanto de milho, o que permitiria ao país diminuir a dependência do petróleo e fortalecer sua autonomia energética. O biodiesel também surge como peça-chave nesse cenário. Com a soja enfrentando momentos de baixa no mercado internacional, Mendes avalia que ampliar o uso do biocombustível pode ajudar a equilibrar preços e fortalecer a cadeia produtiva. “É um excelente momento”, pontuou, ao defender medidas que incentivem o setor e tragam estabilidade ao produtor rural. Apesar do otimismo em relação às alternativas energéticas, o governador fez um alerta claro sobre os riscos fiscais e econômicos. Segundo ele, embora o governo estadual ainda não tenha sido diretamente impactado, os efeitos da instabilidade global são inevitáveis. “Tudo que afeta a economia, afeta governos. Vivemos da arrecadação da atividade econômica”, disse. Mendes destacou que já existem “luzes amarelas acesas” no cenário internacional e que gestores públicos precisam agir com prudência. A preocupação central é que uma eventual ampliação do conflito — com o envolvimento de outros países — provoque uma crise mais longa e profunda, afetando exportações, encarecendo insumos e pressionando toda a cadeia produtiva. Para Mato Grosso, líder nacional na produção de grãos e com forte participação no PIB agropecuário brasileiro, qualquer oscilação no mercado global tem efeito direto. O estado depende fortemente das exportações e da estabilidade de preços internacionais para manter sua arrecadação e crescimento econômico. O cenário atual também levanta preocupações logísticas. O aumento do preço do petróleo impacta diretamente o custo do frete, um fator crucial para o escoamento da produção mato-grossense. Além disso, fertilizantes — muitos deles importados — podem sofrer reajustes, pressionando ainda mais o custo de produção no campo. Ao analisar o momento, Mauro Mendes defende equilíbrio: cautela nas decisões públicas, atenção redobrada aos indicadores econômicos e, ao mesmo tempo, coragem para implementar medidas estruturais que fortaleçam a independência energética do Brasil. A crise internacional, embora distante geograficamente, mostra mais uma vez que o mundo está interligado economicamente. E, nesse jogo global, estados produtores como Mato Grosso não apenas sentem os efeitos — mas também podem ser protagonistas de soluções, especialmente quando o assunto é energia renovável e segurança alimentar. No fim das contas, o recado do governador é claro: diante de um cenário incerto e potencialmente explosivo, o Brasil precisa transformar risco em oportunidade — ou correr o risco de ser arrastado por uma crise que não começou aqui, mas pode custar caro dentro de casa. Veja : [playlist type="video" ids="384467"]