JB News
por Nayara Cristina
Chapada dos Guimarães (MT) — Após quase cinco dias de buscas intensas, equipes de resgate localizaram, na tarde desta quarta-feira, o primeiro corpo no Lago do Manso, região turística conhecida por navegação e práticas de esportes aquáticos. O acidente ocorreu no último domingo, dia 28, quando uma embarcação apresentou defeitos em meio a um forte temporal e acabou virando no meio do lago.
O corpo localizado é suspeito de ser do empresário Lucas Ierdiska, que estava desaparecido desde o naufrágio. Lucas havia saído da cidade de Cáceres, onde residia, e veio a Cuiabá para resolver questões relacionadas à família, incluindo organização de bens familiares. Após cumprir compromissos na capital, decidiu aproveitar o domingo à tarde para um passeio no Lago do Manso, quando ocorreu o trágico acidente que culminou na fatalidade.
A embarcação levava cinco pessoas quando foi surpreendida pela tempestade. O piloteiro Wando Selson, que conduzia a lancha, continua desaparecido. As buscas seguem em andamento, porém, após quase cinco dias, as chances de localizá-lo com vida diminuem.
O episódio ganhou contornos dramáticos e comoventes devido à atitude heroica do filho do empresário, um menino de apenas seis anos, que nadou cerca de um quilômetro até a margem para pedir socorro. A iniciativa permitiu que a mãe fosse localizada e resgatada com vida. Os dois seguem sob acompanhamento após o trauma vivido.
Familiares de Lucas, já enlutados pela tragédia, receberam a notícia do reencontro do corpo com profunda consternação. O corpo foi encaminhado para os procedimentos formais de identificação.
Localizado próximo a Chapada dos Guimarães e a cerca de uma hora de Cuiabá, o Lago do Manso é famoso por sua beleza e pela prática de esportes náuticos como jetski e passeios de lancha. No entanto, suas águas profundas, somadas a mudanças climáticas repentinas, fazem da região um ponto reconhecido por acidentes, com mais um episódio trágico reforçando os riscos.
A morte do empresário e o desaparecimento do piloteiro reacendem debates sobre segurança na navegação, fiscalização e preparação de embarcações que circulam na região, destacando mais uma perda irreparável que marca o Lago do Manso.