Botelho defende chapa de Janaína Riva e Piveta e critica aceno de Mauro Mendes ao PL “Temos esse sonho”, VEJA O VÍDEO

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JB News Por Nayara Cristina A corrida pelo Palácio Paiaguás em 2026 já movimenta intensamente os bastidores do grupo governista em Mato Grosso. Com a possibilidade concreta de o governador Mauro Mendes deixar o cargo até abril do próximo ano para disputar uma vaga ao Senado Federal, o vice-governador Otaviano Piveta assumiria o comando do Estado e passaria a ser o nome natural à reeleição. Nesse cenário, a formação da chapa majoritária tornou-se o principal tema das articulações internas — e o nome da deputada estadual Janaína Riva surge como peça central no quebra-cabeça político. Quem explicitou esse movimento foi o deputado estadual Eduardo Botelho. Em conversa com a imprensa, ele revelou que há, dentro da Assembleia Legislativa e no núcleo governista, um desejo claro de manter Janaína no grupo e, mais do que isso, de vê-la compondo uma eventual chapa com Piveta. “Eu tenho esse sonho dela ficar dentro desse grupo aqui, porque vejo a Janaína como um potencial muito grande”, afirmou. Segundo ele, a parlamentar chegou ao Parlamento sob forte identificação familiar, mas construiu trajetória própria, consolidou liderança e hoje tem identidade política independente. “Ela mostrou que é a Janaína Riva, mas é a Janaína”, reforçou, ao destacar sua postura e capacidade de articulação. O pano de fundo dessas declarações é uma disputa estratégica que envolve não apenas o governo, mas também as duas vagas ao Senado e a montagem das chapas proporcionais para deputado federal e estadual. Janaína já colocou o nome como pré-candidata ao Senado, o que adiciona complexidade à equação. O próprio Mauro Mendes desponta como potencial candidato à Câmara Alta. Além disso, o senador Wellington Fagundes, sogro de Janaína, também colocou seu nome como pré-candidato ao governo pelo PL, ampliando o leque de possibilidades e tensões. Dentro do grupo governista, há quem defenda que Janaína recue da disputa ao Senado e aceite compor como vice-governadora de Piveta, numa chapa que manteria a base unificada e ampliaria o alcance eleitoral. Botelho deixou claro que, independentemente do formato, considera a presença dela estratégica. Disse, inclusive, que, se Mauro disputar o Senado e houver entendimento interno, apoiaria Janaína com empenho. “Vou pedir voto mesmo pra ela”, declarou, ao afirmar que acredita que a chance de vitória da deputada é “real”. Apesar do entusiasmo de parte da base, Janaína demonstra resistência. Segundo Botelho, ela enxerga as dificuldades políticas de uma reaproximação com Mauro Mendes, considerando o histórico de embates e desgastes públicos. O deputado minimizou essas divergências, afirmando que “discussões pontuais têm em todo lugar” e que partido é, por natureza, espaço de conflitos e recomposições. Ele citou exemplos de lideranças que já tiveram atritos e hoje caminham novamente alinhadas, defendendo que o pragmatismo eleitoral deve prevalecer. Botelho também não poupou críticas à condução estratégica do grupo, especialmente no que diz respeito ao que classificou como excessivo “aceno” ao PL. Na avaliação dele, houve erro ao “ficar namorando com o PL” e buscar alianças externas enquanto quadros competitivos estavam dentro do próprio campo. Ele afirmou que alertou aliados para não apostarem em projetos incertos e disse acreditar que parte do grupo ainda alimenta expectativa de apoio do prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini. Botelho foi duro ao avaliar a gestão municipal, classificando-a como desgastada e criticando promessas não cumpridas, como aumento de impostos e criação de cargos que teriam sido negados durante a campanha. A crítica ao aceno ao PL ocorre justamente num momento em que Wellington Fagundes trabalha sua pré-candidatura ao governo, o que cria uma intersecção direta entre interesses familiares e projetos partidários envolvendo Janaína. A deputada, nesse contexto, torna-se ponte possível entre campos distintos ou, ao mesmo tempo, peça-chave para evitar uma fragmentação do eleitorado governista. Mauro Mendes, por sua vez, tem adotado postura cautelosa. Publicamente, afirma que ainda é cedo para definir composição e que o momento exige diálogo e avaliação dos prós e contras para evitar desgaste. Não descartou nomes e tampouco fechou portas para conversas, mantendo o discurso de construção coletiva. Nos bastidores, porém, o clima é de movimentação constante. A eventual saída de Mendes para o Senado altera o centro de gravidade do poder estadual e impõe a Piveta o desafio de consolidar liderança própria e ampliar alianças. Nesse cenário, o nome de Janaína Riva aparece como ativo eleitoral relevante: mulher com forte presença no interior, trânsito em diferentes correntes e capacidade de mobilização. O tabuleiro segue aberto. A matemática eleitoral se mistura a fatores emocionais, históricos e estratégicos. Entre sonhos, resistências e críticas à condução política, o grupo governista tenta montar uma engrenagem capaz de manter o poder em 2026. Se a chapa Piveta-Janaína sairá do campo das conversas para a formalização oficial, dependerá das próximas rodadas de articulação — e da disposição dos protagonistas em transformar divergências passadas em alianças futuras. Veja : [playlist type="video" ids="379329"]