Associações do biodiesel solicitam a inclusão do MAPA e do MCTI na construção da proposta de mapa da transição energética do Governo Federal

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JB News por Jota de Sá As principais entidades representativas do setor de biodiesel no Brasil encaminharam, nesta semana, um pedido formal ao Poder Público para ampliar a participação institucional na elaboração do mapa da transição energética nacional. A ABIOVE (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a APROBIO (Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil) e a UBRABIO (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene) protocolaram, na terça-feira (16), um ofício à Presidência da República solicitando a inclusão do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na construção da proposta. A iniciativa das entidades ocorre após a publicação de um despacho no Diário Oficial da União, no dia 8 de dezembro de 2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trata da organização do mapa do caminho para uma transição energética justa e planejada. Para o setor de biocombustíveis, a ausência de ministérios estratégicos ligados ao agronegócio, à ciência e à inovação pode comprometer a efetividade e o alcance das políticas públicas em discussão. Segundo o presidente da APROBIO, Jerônimo Goergen, é fundamental que a transição energética considere a origem produtiva dos biocombustíveis e a integração entre os diferentes setores da economia. “É fundamental que o agronegócio, a tecnologia e a inovação estejam representadas pelos dois ministérios. Nosso setor é energia, mas tem uma origem no setor produtivo primário, que deve estar integrado ao processo para que o mapa seja realmente justo e planejado”, destacou. No ofício encaminhado ao Palácio do Planalto, as associações ressaltam que a experiência brasileira na produção e no uso de biocombustíveis demonstra o elevado potencial do setor em promover, de forma simultânea, segurança energética, segurança alimentar e desenvolvimento econômico distribuído em diversas regiões do país. Para as entidades, o modelo brasileiro já se consolidou como um exemplo concreto de transição energética justa, mas que exige planejamento integrado e diálogo permanente entre as áreas de governo. As organizações também se comprometeram a contribuir diretamente com o grupo de trabalho responsável pela elaboração do mapa da transição energética. De acordo com o documento, o setor produtivo apresentará propostas e contribuições sobre o papel dos biocombustíveis no desenho do caminho da transição energética justa, além de projetos estruturantes baseados no desenvolvimento científico e tecnológico. A expectativa das entidades é que a inclusão do MAPA e do MCTI fortaleça o processo de construção de uma política energética alinhada às características do país, integrando produção agrícola, inovação e sustentabilidade ambiental. Para o setor, essa articulação é essencial para garantir que a transição energética brasileira ocorra de forma equilibrada, com geração de riqueza renovável, ampliação da segurança energética e alimentar e impactos positivos para a economia e o desenvolvimento regional.