SUSPEITA DE EXECUÇÃO

Apontado como possível líder de facção e com 10 passagens policiais, homem é morto a facadas dentro de casa em Cuiabá

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Apontado como possível líder de facção e com 10 passagens policiais, homem é morto a facadas dentro de casa em Cuiabá

JbNews

Por Nayara Cristina

Relison Pessoa de Barros, de 37 anos, conhecido pelo apelido de “Manu Ferrugem”, foi encontrado morto com mais de cinco perfurações provocadas por golpes de faca, na quarta-feira (21 de outubro), dentro da residência onde morava, na região do Jardim Fortaleza, em Cuiabá. A vítima, que trabalhava como mecânico, tinha dez passagens policiais, incluindo registros por roubo, furto e tráfico de drogas, e era apontada preliminarmente como possível liderança de uma facção criminosa na região.

O corpo foi encontrado sobre a cama de um dos quartos. A residência apresentava sinais de violência, com objetos revirados e manchas de sangue espalhadas por diferentes cômodos. Também foram identificados vestígios na área externa do imóvel, especialmente nas proximidades da piscina, levantando a suspeita de que a vítima tenha entrado em luta corporal antes de ser assassinada.

Conforme as informações levantadas pela Polícia Civil, Relison havia sido visto com vida durante a manhã de quarta-feira. Posteriormente, uma pessoa que foi até a residência para buscar um veículo encontrou o homem sem vida e comunicou a situação aos familiares. O pai da vítima foi avisado e acionou as autoridades.

O delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que o corpo apresentava mais de cinco ferimentos provocados por arma branca. A quantidade exata de golpes e as regiões atingidas deverão ser esclarecidas pelo exame de necropsia.

As primeiras análises da cena do crime indicam que a agressão pode ter começado na área externa da residência, nas proximidades da piscina. A suspeita é de que Relison tenha sido atacado naquele ponto e posteriormente arrastado até o quarto, onde acabou encontrado morto.

Os investigadores identificaram marcas de sangue em diferentes partes do imóvel. A distribuição dos vestígios será analisada pela perícia para tentar reconstruir os movimentos da vítima e do agressor durante o crime.

Uma das dificuldades enfrentadas inicialmente pela investigação é que as câmeras de monitoramento instaladas na residência não estavam funcionando. Dessa forma, os investigadores não contam, até o momento, com imagens do sistema interno que possam esclarecer a movimentação de pessoas no imóvel.

Informações preliminares apontam que o homicídio pode ter ocorrido por volta do meio-dia de quarta-feira, embora o horário exato da morte ainda dependa dos exames periciais.

Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é o histórico policial da vítima. Relison acumulava dez passagens pela polícia, entre elas registros relacionados a crimes patrimoniais e tráfico de entorpecentes.

Informações levantadas durante a apuração também indicam que o homem poderia exercer influência sobre integrantes de uma organização criminosa que atua na região. Ele seria considerado uma pessoa respeitada no meio criminoso, circunstância que passou a integrar as linhas de investigação da Polícia Civil.

Apesar dessas informações, a eventual posição de liderança de Relison em uma facção ainda não foi oficialmente comprovada. Também não há confirmação de que o assassinato esteja diretamente relacionado a disputas entre organizações criminosas, tráfico de drogas, cobrança de dívidas ou possíveis desavenças pessoais.

A Polícia Civil deverá investigar diferentes hipóteses para esclarecer se a morte foi planejada, se houve participação de mais de uma pessoa e se o responsável pelo ataque tinha algum vínculo anterior com a vítima.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender à ocorrência e realizaram o isolamento do imóvel. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no endereço para examinar a cena, registrar os vestígios e reunir elementos que possam contribuir para a identificação do autor.

Após os procedimentos periciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido à necropsia. O exame deverá auxiliar na determinação da causa da morte e fornecer informações sobre os ferimentos encontrados.

Familiares e pessoas que tiveram contato com Relison nas horas anteriores ao assassinato deverão ser ouvidos pelos investigadores. A polícia também poderá buscar imagens de câmeras de imóveis próximos e informações sobre movimentações suspeitas na região.

Até esta quinta-feira (22 de outubro), não havia confirmação sobre a identidade do responsável pelo homicídio, possíveis prisões ou a motivação do ataque.

O caso permanece sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer a dinâmica do assassinato e identificar os envolvidos.

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