“A grande obra da saúde será a mudança no modelo de gestão”, diz Mauro Mendes

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Ana Paula Figueiredo

Governador afirma que foco do Estado é ampliar eficiência, reduzir custos e transferir gestão hospitalar para organizações sociais

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, afirmou que a principal transformação na saúde pública do Estado não está apenas nas obras físicas, mas na mudança do modelo de gestão. A declaração foi feita durante a inauguração do Hospital Albert Einstein, ao comentar os avanços planejados após a pandemia da Covid-19.

Segundo Mendes, o primeiro ano da gestão foi marcado por um forte ajuste fiscal, com corte de despesas e reorganização das contas públicas para criar condições de investimento. Já os dois anos seguintes foram concentrados no enfrentamento da pandemia, especialmente na área da saúde.

De acordo com o governador, a partir de 2022 o governo iniciou um planejamento estratégico para reestruturar o sistema de saúde, cujos resultados começam a ser entregues em 2025 e devem se intensificar em 2026, com a conclusão de grandes hospitais em construção.

“A grande mudança na saúde não serão apenas as obras físicas, que são importantes, mas a transformação do modelo de gestão para melhorar a eficiência e os resultados entregues ao cidadão”, afirmou.

Mauro Mendes defendeu a contratação de Organizações Sociais de Saúde (OSS) como estratégia central da política pública. Como exemplo, citou os hospitais de Cáceres, que somam mais de 300 leitos e atendem a região oeste do Estado. Segundo ele, após licitação, uma OSS assumiu a gestão com custo 9% menor, aumento de 30% na oferta de serviços e proposta final 35% superior ao volume atualmente realizado.

O governador destacou que o modelo permite ao Estado concentrar esforços no planejamento, controle e avaliação dos serviços, enquanto a execução fica a cargo de parceiros privados com capacidade técnica e financeira.

Ainda conforme Mendes, a gestão estadual pretende manter sob administração direta apenas os hospitais de Sorriso e Rondonópolis. As demais unidades deverão ser gerenciadas por OSS ou por contratos que envolvam o setor privado, ressaltando que futuros governadores terão autonomia para manter ou alterar o modelo.