“A Assembleia está 100% à disposição”, afirma Max Russi sobre apoio a criação da nova cidade no interior de MT, VEJA O VÍDEO

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“Gilmarlândia: o Sonho do Agro e o Parlamento de Mato Grosso na Era da Nova Cidade” CUIABÁ, 24 de fevereiro de 2026 — Um movimento inusitado e que já provoca debates políticos, sociais e jurídicos ganhou força nos últimos dias em Mato Grosso: a proposta de criação de uma nova cidade no Médio-Norte do estado, capitaneada por lideranças do setor agropecuário e com apoio declarado de membros do parlamento estadual. Batizado informalmente de Gilmarlândia, o projeto urbanístico que pode se tornar o 143º município mato-grossense foi oficialmente apresentado no último sábado (21), numa cerimônia em uma comunidade localizada entre os municípios de Diamantino e São José do Rio Claro, e já acende polêmicas nas redes sociais e entre analistas políticos.  O idealizador do projeto é o empresário e mega produtor rural Eraí Maggi — tido como um dos nomes mais influentes do agronegócio brasileiro — que durante o lançamento defendeu a iniciativa como uma resposta à carência de infraestrutura para as famílias e trabalhadores que atuam em propriedades rurais da região. Segundo ele, a falta de serviços básicos — como escolas, saúde, lazer e unidades de atendimento — tem sido um entrave à qualidade de vida de milhares de pessoas que hoje vivem a distâncias de centenas de quilômetros de centros urbanos.  O nome “Gilmarlândia” faz referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, natural de Diamantino, que esteve presente no evento e defendeu o projeto como uma oportunidade de unir esforços entre iniciativa privada, poder público e comunidade local para fomentar o desenvolvimento regional. Nas redes sociais, entretanto, o apelido escolhido para o futuro município tem sido alvo de críticas e memes, com debates acalorados sobre a legitimidade e o impacto da homenagem ao magistrado.  Na manhã desta terça-feira, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi (PSB), comentou em plenário a respeito da iniciativa, discursando sobre o papel da Casa no apoio institucional à proposta e, mais amplamente, à criação de municípios que surjam de demandas sociais e econômicas legítimas. Segundo Russi, “é uma possibilidade, a gente tem que sonhar. Assim nasceu praticamente a grande maioria dos nossos municípios de Mato Grosso”, ressaltando a tradição histórica de municípios nascerem a partir de iniciativas surgidas no meio rural e articuladas por forças locais.  Russi afirmou ainda que a Assembleia está “à disposição para isso, cem por cento”, colocando o parlamento estadual como um aliado na construção de consensos políticos que viabilizem territorial, institucional e legalmente a emancipação de regiões que demonstrem potencial de desenvolvimento. “Tudo que vem ao encontro de trazer benefício, desenvolvimento, progresso e qualidade de vida ao nosso Estado, a Assembleia sempre está do lado”, acrescentou, em referência explícita ao tipo de articulação que, em sua visão, pode transformar a visão de pequenos aglomerados em municípios estruturados.  O debate em torno de Gilmarlândia, porém, não está isento de controvérsias. Organismos jurídicos e especialistas em direito público lembram que a criação de um município no Brasil está condicionada a normas constitucionais e legais, e que, sem uma lei complementar federal que regulamente critérios e procedimentos de emancipação, a emancipação territorial enfrenta obstáculos legais significativos. Apesar disso, a proposta segue avançando sob a perspectiva de articulação política e de fortalecimento do municipalismo no Mato Grosso.  Enquanto isso, nas redes sociais e nos círculos políticos, o apelido da futura cidade e a presença de figuras públicas de peso no evento alimentam debates sobre influência, homenagens e as prioridades do Estado para os próximos anos. Seja vista como um modelo de desenvolvimento regional ou como um projeto simbólico à imagem de seus patronos, a ideia de Gilmarlândia — e o papel do Parlamento estadual no seu suporte — promete ser um dos temas mais comentados no cenário político mato-grossense em 2026. VEJA : [playlist type="video" ids="378795"]