Votação do reajuste do Judiciário depende da CCJ, diz presidente da ALMT

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Ana Paula Figueiredo O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, afirmou na manhã desta quarta-feira (05) que o projeto de reajuste salarial dos servidores do Poder Judiciário depende da conclusão da análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para ser votado. “Está na CCJ. Se o parecer for concluído, incluiremos o projeto na pauta ainda hoje. Mas qualquer deputado pode pedir vista, então não dá para garantir a votação”, disse Russi. Ele minimizou a presença de desembargadores e representantes do Judiciário na Casa: “É normal. É do interesse deles e têm o direito de conversar com os deputados e pedir apoio.” Russi ainda criticou a ausência do secretário de Fazenda, Rogério Gallo, em audiência sobre o orçamento. “Não foi legal. Ele tinha obrigação de comparecer. No lugar do Botelho, eu teria adiado a audiência”, afirmou. O presidente disse que Gallo deve explicações sobre o orçamento subestimado, citando a saúde, que “já começa com R$ 1,3 bilhão a menos do que vai gastar em 2025”. Max Russi também confirmou que deverá participar de reunião com o Tribunal de Contas, Ministério Público e governo para discutir o repasse integral do duodécimo. Ele defendeu ainda a redução do percentual de remanejamento orçamentário do Executivo, hoje de 30%. “Se a margem for menor, o governo será obrigado a fazer um orçamento mais realista”, concluiu.