Ana Paula Figueiredo
Dídi do Vovô (PSD) diz que várias pastas tiveram reduções milionárias e que Secretaria de Obras perdeu 27% do orçamento, enquanto Comunicação cresce mais de 200%
O vereador Dídimo do Vovô (PSD) fez duras críticas ao prefeito de Cuiabá, Abílio Júnior, ao analisar a peça orçamentária de 2025 encaminhada à Câmara Municipal. Segundo ele, diversas pastas apresentam cortes expressivos, incluindo áreas que perderam mais de R$ 30 milhões, o que compromete a execução de serviços essenciais.
O parlamentar afirmou que chegaram à Casa nas últimas semanas dados da Lei Orçamentária Anual (LOA), que será votada na próxima semana. Segundo Dídimo, o município precisa de mais de R$ 1 bilhão em investimentos para atender as demandas de infraestrutura e manutenção urbana, mas o Executivo enviou uma previsão muito inferior.
“Para atender Cuiabá, precisamos de pouco mais de R$ 1 bilhão. Mas o prefeito mandou uma peça orçamentária prevendo só R$ 523 milhões para a Secretaria de Obras. Isso é uma redução de 27%”, criticou.
Dídimo ressaltou que, na visão dele, o prefeito não conseguiu executar nem 10% do plano de governo apresentado no ano passado e, mesmo assim, reduziu os investimentos em obras para 2025.
“Hoje, se andarmos por Cuiabá, vemos canteiros abandonados. Não tem máquina, não tem caminhão, não tem equipamentos. Estamos perdendo para um município de 5,7 mil habitantes, que tem mais estrutura que Cuiabá”, afirmou.
O vereador disse que apresentará uma emenda para aumentar a verba de obras para pelo menos R$ 900 milhões, mas reconheceu que a aprovação depende do plenário.
“Não sei se vai passar, mas vou apresentar uma emenda. Do jeito que está, não dá.”
Dídimo também criticou o aumento expressivo da verba destinada à comunicação da Prefeitura. Ele lembrou que, no ano anterior, o prefeito afirmou não precisar de mais de R$ 5 milhões para o setor.
“A Câmara aprovou R$ 12,9 milhões para comunicação. Agora ele manda R$ 39,5 milhões só para comunicação em 2025. Isso é um aumento de mais de 200%”, destacou.
Para o vereador, o contraste é indefensável: enquanto a população sofre com falta de pavimentação, tapa-buracos, drenagem e manutenção de vias, a comunicação recebe aumento recorde.
“Como pode a comunicação crescer mais de 200% e as obras caírem 27%? Isso não entra na nossa cabeça”, declarou.
Dídimo concluiu afirmando que o Legislativo terá a responsabilidade de corrigir “erros graves” do orçamento encaminhado pelo Executivo.
“A população está na ponta esperando serviço. E o prefeito corta justamente de onde mais precisa. Isso é incompreensível.”
Veja o vídeo
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