Vereador critica decisão de Moraes sobre tornozeleira, chama medida de “esdrúxula”

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Ana Paula Figueiredo

O parlamentar defendeu que o Congresso avance para aprovar uma eventual anistia e criticou o que chamou de “ditadura do STF”

O vereador Rafael Ranalli (PL) disse, na manhã desta terça-feira (25), que sua moção de repúdio à decisão do ministro Alexandre de Moraes foi baseada no trecho em que o magistrado cita uma vigília e um pedido de reunião em frente à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro para orações. Segundo o parlamentar, a decisão menciona em “cinco linhas” a suposta tentativa de Bolsonaro de burlar o sistema eletrônico de monitoramento, o que, para ele, não teria fundamento.

O parlamentar afirmou que a tornozeleira não poderia ter sido rompida na forma como aparece nas imagens e classificou a decisão como “absurda”. Ele declarou que o ex-presidente, de 71 anos, passa por problemas de saúde após diversas cirurgias e estaria sob forte pressão emocional.

O vereador também mencionou que a esposa do ministro Alexandre de Moraes integra um escritório que atua em casos envolvendo o Banco Master, alvo de investigação, e sugeriu que a decisão seria uma “cortina de fumaça”. Ranalli disse ainda que a medida reforçaria, segundo ele, a politização do Supremo Tribunal Federal.

Ranalli defendeu que o Congresso avance para aprovar uma eventual anistia e criticou o que chamou de “ditadura do STF”. Ele também afirmou que a decisão sobre Bolsonaro teria relação com o período em que o ex-presidente permaneceu na Embaixada da Hungria.

Questionado sobre a acusação de que Bolsonaro teria tentado romper a tornozeleira, Ranalli alegou que o vídeo mostra apenas o ex-presidente “mexendo no case”, o que, segundo ele, não configuraria tentativa de fuga. O vereador criticou ainda declarações do senador Carlos Fávaro, que disse que Bolsonaro deveria ser preso caso não soubesse usar a tornozeleira, chamando-o de político “sem propriedade para falar sobre o assunto”.

Ranalli concluiu dizendo que vê uma “guerra contra a direita” e afirmou que manifestações como vigílias passaram a ser tratadas de forma ilegal por motivação ideológica. Ele reforçou que Bolsonaro já estava em prisão domiciliar e que a decisão apenas retirou o benefício.