“Ser mulher torna a disputa mais difícil”, diz Natasha ao projetar candidatura ao governo em 2026

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Ana Paula Figueiredo

Vice-pré-candidata afirma enfrentar preconceito na política e apresenta propostas para saúde e educação, com críticas à atual gestão estadual

A vice-pré-candidata ao governo de Mato Grosso em 2026, Natasha Slhessarenko, afirmou que o fato de ser mulher torna mais difícil a viabilização de sua candidatura. Segundo ela, as mulheres precisam demonstrar constantemente mais competência do que os homens para ocupar espaços de poder, devido a preconceitos e tentativas de boicote ainda presentes na política.

De acordo com Natasha, a desigualdade de gênero impacta diretamente a trajetória feminina na vida pública. Ela destacou que as mulheres representam cerca de 53% do eleitorado mato-grossense e defendeu o fortalecimento da participação feminina nas decisões políticas do Estado.

Questionada sobre a definição de uma vice na chapa, a vice-pré-candidata disse que o tema ainda não está em discussão. Segundo ela, o momento é de construção política e de diálogo com forças progressistas, ressaltando que a futura composição deverá ter alinhamento político e capacidade técnica.

Ao comparar suas propostas com os números apresentados pelo atual governo, comandado por Mauro Mendes, Natasha apresentou diretrizes nas áreas de saúde e educação. Médica há 23 anos na rede pública, ela afirmou conhecer de perto a realidade do sistema de saúde e defendeu o fortalecimento da atenção primária, com investimentos em prevenção, promoção da saúde, humanização do atendimento e qualificação dos profissionais.

Ela também apontou a necessidade de agilizar o acesso à atenção especializada, citando casos de pacientes cardíacos e oncológicos que aguardam longos períodos por consultas e exames. Entre as propostas, destacou a melhoria da gestão de medicamentos, a ampliação de equipes especializadas e o aparelhamento de hospitais municipais e estaduais.

Na educação, Natasha criticou denúncias recentes sobre suposto aumento artificial de notas de alunos e afirmou que a área precisa ser tratada com mais seriedade. Para ela, a educação é a principal ferramenta de transformação social e exige investimentos desde a educação básica até o ensino superior.

A vice-pré-candidata também chamou atenção para a situação das universidades estaduais, que classificou como sucateadas, e afirmou que o tema demanda um amplo debate com a sociedade. Segundo ela, os desafios são muitos e exigem planejamento, compromisso e diálogo permanente.

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