Ana Paula Figueiredo
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, afirmou na tarde desta quinta-feira (6) que o Tribunal de Justiça (TJ-MT) teria pressionado a Casa com ameaças, incluindo a possibilidade de greve, em razão de um projeto de aumento de gastos. Segundo ele, a melhor solução é o diálogo, e não movimentos de pressão.
“O projeto está em tramitação normal. O pedido de vista é uma prerrogativa dos deputados, especialmente da oposição e das minorias. Quem está em viagem poderá participar da próxima sessão, e a pauta será colocada na próxima quarta-feira. Isso faz parte do processo legislativo”, explicou.
Max destacou que qualquer tentativa de greve para influenciar a votação não é o caminho ideal, defendendo a negociação como forma de resolver o impasse.
O presidente também comentou sobre o impacto econômico do aumento solicitado pelo TJ, estimado em R$ 1,6 bilhão, alertando que esse reajuste pode gerar efeito cascata para outros órgãos públicos, incluindo servidores do Poder Executivo e da própria Assembleia, que também têm direito à recomposição salarial.
“Todo servidor tem o direito de buscar aumento ou recomposição salarial. É muito importante que isso seja feito de forma organizada e por meio do diálogo”, afirmou.
Segundo Max, a Assembleia continua aberta a negociações e prioriza o trâmite correto das propostas dentro das regras parlamentares.
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