“Partido está à deriva”: Botelho diz que União Brasil só preocupa com candidatura a governo, ignora chapas proporcionais e prevê enfraquecimento da sigla, VEJA O VÍDEO
JB News
por Jota de Sá
“O partido está à deriva”: Botelho cobra construção das proporcionais e diz que União Brasil perdeu o rumo para 2026
A construção das candidaturas para as eleições de 2026 em Mato Grosso já expõe divergências internas e provoca cobranças públicas dentro do União Brasil. Durante a sessão extraordinária realizada na manhã desta quarta-feira (14), na Assembleia Legislativa, que apreciou a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores e as contas do governo referentes a 2024, o deputado estadual Eduardo Botelho foi enfático ao criticar a falta de articulação do partido na formação das chapas proporcionais que disputarão vagas de deputado estadual e deputado federal.
Segundo Botelho, o debate sobre a candidatura ao governo do Estado, embora relevante, não deveria ser a prioridade neste momento. Para ele, a principal preocupação está na completa ausência de movimentação interna para organizar e apresentar nomes que irão compor as chapas proporcionais do partido. O parlamentar afirmou que a morosidade da direção estadual tem deixado o União Brasil “à deriva”, sem planejamento e sem rumo definido, justamente em um período considerado decisivo no calendário político.
Na avaliação do deputado, enquanto o União Brasil permanece parado, outras siglas já avançaram na montagem de suas nominatas. Partidos como MDB, Republicanos e até legendas de oposição, como a federação liderada pelo PT, segundo ele, já estruturaram suas chapas e trabalham ativamente para atrair candidatos e fortalecer seus projetos eleitorais. Em contraste, o União Brasil ainda não apresentou publicamente qualquer definição sobre quem serão seus candidatos a deputado estadual e federal em 2026.
Botelho alertou que essa falta de definição pode gerar consequências graves, como a saída de quadros que hoje integram o partido. Com a proximidade da janela partidária, prevista para ocorrer entre março e abril, o deputado teme uma possível debandada de filiados em busca de siglas que ofereçam mais segurança política, estrutura e perspectiva real de candidatura. Para ele, esse esvaziamento enfraqueceria ainda mais as chapas proporcionais e comprometeria o desempenho eleitoral do partido.
Ao comentar as articulações em torno da disputa majoritária, Botelho citou declarações do deputado Júlio Campos, que revelou a intenção de um grupo político de buscar, em Brasília, uma definição junto à direção nacional do partido sobre a possibilidade de candidatura própria ao governo do Estado, especialmente em torno do nome do senador Jayme Campos. Para Botelho, é legítimo que essas conversas ocorram, mas elas não podem servir de justificativa para a paralisação interna nem para a ausência de decisões sobre as chapas proporcionais.
Nesse contexto, o deputado lembrou ainda que a presidência estadual do União Brasil em Mato Grosso é exercida pelo próprio governador Mauro Mendes, que tem afirmado publicamente que sua atenção, neste momento, está concentrada na construção da candidatura ao governo do Estado. Esse projeto passa pelo apoio do governador ao vice-governador Otaviano Pivetta, apontado como o nome do grupo governista para a sucessão estadual. Enquanto essa articulação majoritária avança, outros nomes seguem sendo discutidos internamente, sem que isso se traduza em ações concretas para a formação das chapas proporcionais.
Para Eduardo Botelho, o foco quase exclusivo na disputa pelo Palácio Paiaguás tem contribuído diretamente para o vazio na base partidária. Ele reforçou que, independentemente de quem será o candidato ao governo, o União Brasil precisa, com urgência, apresentar e consolidar suas chapas proporcionais, garantindo sustentação política tanto para a reeleição de parlamentares quanto para o lançamento de novos nomes. De forma enfática, o deputado alertou que o tempo está se esgotando e que, sem organização imediata, o partido corre o risco de chegar às eleições de 2026 fragilizado e sem a musculatura política necessária para disputar espaço no cenário eleitoral de Mato Grosso.
Veja o vídeo:
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