Para Abílio Brunini, prisão de Bolsonaro no dia 22 tem “assinatura de psicopata” e método “típico de serial killer”; prefeito pede calma aos apoiadores, Veja o vídeo
JB News
por Nayara Cristina
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes na manhã deste sábado (22), repercutiu intensamente em todo o país e mobilizou especialmente lideranças e parlamentares da direita. Em Cuiabá, o prefeito Abílio Brunini divulgou um longo pronunciamento nas redes sociais, no qual classificou a decisão como um ato carregado de simbolismos deliberados e de mensagens que, segundo ele, revelam um método “típico de psicopatia” e de “serial killers”. Para Abílio, o fato de Bolsonaro ter sido preso justamente no dia 22 — número associado ao PL e também ao valor de R$ 22 milhões em multas aplicadas ao ex-presidente — configura o que chamou de “assinatura” de quem age de forma calculada e perturbadora. “Agora, prender no dia 22… era esperado que tivesse um sinal, era esperado que tivesse uma mensagem. Típica de psicopatia, típica de serial killers, típica. A gente assiste em vários filmes quando o serial killer vai lá e deixa a sua assinatura”, afirmou o prefeito.
Segundo Brunini, a prisão de Bolsonaro já era amplamente antecipada por aliados, mas o elemento simbólico mostrado na data escolhida reforça, na narrativa dele, a ideia de que o ministro Alexandre de Moraes estaria agindo de forma “psicopata” e propositalmente provocativa. Ele afirmou que esse tipo de ação não visa apenas prender o ex-presidente, mas “entrar na mente” dos seus apoiadores, criar instabilidade emocional e manipular reações nas redes sociais. “Como reagir quando um psicopata tenta entrar na sua mente? Quando alguém quer te ferir emocionalmente?”, questionou durante o vídeo. O prefeito pediu que a direita mantenha calma, não se exalte nas redes e não caia no que descreve como uma estratégia de guerra psicológica. “Eles esperam que você chore, que você se manifeste, que você perca a cabeça. Não dê isso de bandeja. Não perca sua paz.”
Ao longo do pronunciamento, Abílio Brunini também afirmou que a prisão é usada como uma “cortina de fumaça” para desviar a atenção de escândalos envolvendo o governo federal, citando a COP e o caso do Banco Master como exemplos de tentativas de deslocar o foco das notícias negativas. Para ele, o governo Lula estaria manipulando a opinião pública ao pautar a imprensa e provocar uma explosão de comentários, engajamento e conflito social a partir da prisão de Bolsonaro. “Sempre que há um grande escândalo de corrupção no país, cria-se uma fumaça para desviar o foco. E o escândalo agora é o Banco Master. Um dos maiores escândalos de corrupção. Eles colocam o Bolsonaro na prisão para esconder isso”, disse.
O prefeito também direcionou críticas duras ao Senado Federal, afirmando que a prisão de Bolsonaro só se concretizou porque, na visão dele, a Casa Legislativa se tornou “covarde e omissa”. Ele citou nominalmente os senadores Jaime Campos e Carlos Fávaro, dizendo que ambos não serão reeleitos e que votam em alinhamento com o governo federal, pensando apenas em seus próprios projetos políticos. Para Abílio, a verdadeira reação política ao que chama de “abuso judicial” só ocorrerá com a eleição de novos senadores em 2026 e a formação de uma maioria no Senado a partir de 2027. “Nós só vamos conseguir ter a maioria no Senado em 2027. Até lá precisamos de estratégia, paciência e tranquilidade”, afirmou. Ele reforçou que a direita precisa agir com racionalidade, escolher seus representantes com coragem e evitar qualquer reação impulsiva neste momento.
Brunini também orientou que apoiadores não entrem em discussões nas redes sociais e não respondam a ataques, dizendo que cada pessoa deve “guardar prints”, manter a calma e esperar o momento certo para revidar politicamente. “Se alguém te atacar, calma. Guarda o print. Vai ter o momento certo de revidar. E não é agora”, disse, explicando que empresários, eleitores e militantes devem evitar confrontos diretos que possam ser usados judicialmente contra eles. Segundo ele, a disputa verdadeira se dará no futuro, nas eleições e no voto silencioso.
Em tom emocional, o prefeito destacou ainda que Bolsonaro vive um “momento de provação”, comparando a situação do ex-presidente a histórias bíblicas de Daniel na cova dos leões e de Sadraque, Mesaque e Abednego na fornalha. Ele pediu orações pela família Bolsonaro, citando nominalmente Michelle, Eduardo, Flávio, Carlos, Renan e Laura, dizendo que todos estariam passando por um período de grande sofrimento. Abílio afirmou que pretende visitar Bolsonaro na prisão, caso seja autorizado, e revelou que tinha uma agenda previamente marcada para encontrar o ex-presidente em sua residência. “Se eu puder visitá-lo na prisão, vou visitá-lo. Não tem problema nenhum”, disse.
O pronunciamento terminou com um alerta: na avaliação do prefeito, o pior cenário para o governo seria a morte de Bolsonaro na prisão, o que, segundo ele, teria consequências irreversíveis. “A pior coisa que pode acontecer para eles é se o Bolsonaro morrer na prisão. Eles sabem que estão mexendo com fogo.” Ainda segundo Brunini, a cada dia que passa, governadores, prefeitos, juízes, promotores, procuradores e policiais estariam “perdendo a confiança” nas ações do Supremo Tribunal Federal, o que pavimentaria um cenário de mudança futura. Ele pediu paciência aos apoiadores e afirmou que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.
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