Alexandre de Moraes destacou no pedido de prisão que residência de Bolsonaro ficaria apenas 15 minutos da Embaixada dos Estados Unidos, Veja a decisão

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JB News

 

De Brasília, Marcos Antônio Padilha

Congressistas de MT se posicionam em relação prisão de Bolsonaro

Os deputados federais e senadores por Mato Grosso se manifestaram em relação a decretação de prisão ocorrida nesta manhã (22) pela Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A prisão, que tem caráter preventivo, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que apontou violação das regras da tornozeleira eletrônica e “elevado risco de fuga”.

O ministro do STF disse, em sua determinação, que a residência de Bolsonaro é próxima da Embaixada dos Estados Unidos, trajeto que poderia ser feito em cerca de 15 minutos de carro – uma referência à uma possibilidade de fuga o ex-presidente. E também disse que a fuga poderia ser facilitada pela vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio do pai.

O ex-presidente foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde ficará em uma sala de Estado. Vale ressaltar que a prisão não faz para documprimento da pena de 27 anos e três meses imposta a Bolsonaro pelo STF.

Bancada

Pelo que a reportagem do JB News apurou, até o momento, alguns deputados e senadores de Mato Grosso já opinaram sobre o caso e, conforme todas manifestações analisadas, não houve nenhum posicionamento a favor da prisão do ex-presidente Bolsonaro.

A começar pelo deputado Coronel Assis (União-MT) que, em vídeo divulgado em suas redes sociais, disse que a prisão de Bolsonaro é um ataque direto à democracia e à vontade do povo brasileiro.

“Um processo nulo, cheio de contradições e abusos, tenta transformar em criminoso o maior líder que a direita já teve — um homem que não cometeu crime algum”, afirmou. “O Brasil está vendo, ao vivo, uma das maiores injustiças da nossa história recente. Mas também está nascendo algo maior: uma resistência unida, consciente e impossível de ser intimidada”, completou o parlamentar.

Já deputada Coronel Fernanda (PL-MT), também em postagem nas redes sociais, disse que prender Bolsonaro em pleno sábado, quando o Congresso Nacional não está em atividade, demonstra que a ação teve “motivação política”.

“Tentativa de fugir do olhar público. Justiça não é instrumento de conveniência, é um princípio que está sendo distorcido”, disse. “Bolsonaro livre”, defendeu.

Para o deputado José Medeiros (PL-MT) a decisão do ministro Alexandre Moraes mais uma vez se baseia na possibilidade de um crime para justificar a execução de uma medida judicial sem cabimento.

“Mantendo o script de uma condenação baseada em um ato ou uma tentativa de ‘g0lpe’ que NUNCA OCORREU, Alexandre manda prender Bolsonaro por uma tentativa fuga que NUNCA OCORREU… É O FIM DO DIREITO”, escreveu Medeiros em sua conta no Instagram.

Outro que se manifestou contra a prisão de Bolsonaro foi o deputado federal Nelson Barbudo (PL-MT) disse, em vídeo divulgado em suas redes sociais, que o ex-presidente tem ao seu lado “milhões de brasileiros” e que a prisão deixa “uma ferida aberta” na democracia.

“Não é justiça, é perseguição. O povo que foi condenado injustamente no 8 de janeiro também clama por verdade e por liberdade. Eu não vou me calar. Nós não vamos nos calar. Vamos seguir firmes lutando pela democracia e pelo direito de cada brasileiro ser tratado com dignidade e verdade”, afirmou Barbudo.

O deputado Rodrigo da Zaeli (PL-MT) também se posicionou contrário a prisão da Jair Bolsonaro. Em vídeo gravado, ele abordou o caso ao ler uma notícia que falava da prisão e escreveu: “HOJE É UM DIA DE TER FORÇA E LUTAR”.

No Senado, conforme nossa apuração, até o momento, apenas o senador Wellington Fagundes (PL-MT) se pronunciou sobre o ocorrido. Segundo ele, a decisão de prender Bolsonaro compromete o ambiente político e descredibiliza as instituições. “Reafirmo minha defesa incondicional do devido processo legal, das liberdades individuais e do direito de toda liderança política se manifestar sem sofrer perseguição ou restrições indevidas”, disse. “O Brasil precisa de serenidade, respeito às garantias constitucionais e segurança jurídica, não de medidas que ampliem tensões e aprofundem divisões”, completou o senador.

Nossa reportagem não encontrou posicionamentos dos deputados Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), Gisela Simona (União-MT), Juarez Costa (MDB-MT); e nem dos senadores Jayme Campos (União-MT) e José Lacerda(PSD-MT).

veja a decisão DECISÃO Bolsonaro