“O Estado pode pagar ou parcelar sem deixar dívida para o próximo governo”, afirma Júlio Campos

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Ana Paula Figueiredo Deputado rebate sindicalistas e afirma que Mauro Mendes tem respaldo legal e financeiro para quitar passivos com servidores O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) disse que o governo de Mato Grosso tem condições legais e financeiras para quitar ou parcelar passivos com os servidores públicos, sem deixar dívidas para a próxima gestão. A declaração ocorre em meio às críticas de sindicalistas, que defendem que o Executivo não deveria assumir compromissos financeiros no fim do mandato do governador Mauro Mendes (União Brasil). Segundo o parlamentar, a legislação fiscal não impede o pagamento ou o parcelamento de valores atrasados, desde que haja planejamento e equilíbrio das contas públicas. Ele afirmou que o Estado vive atualmente um cenário de estabilidade financeira, com recursos disponíveis em caixa, o que afastaria qualquer risco de endividamento irregular. “Tem dinheiro em caixa. Não há por que falar em criação de dívida para o próximo governador. Se houver a opção de parcelar valores atrasados, isso é justo e plenamente possível dentro da lei”, declarou. Júlio Campos avaliou ainda que o impasse com o funcionalismo público gera desgaste político e social desnecessário. Ele destacou que mais de 100 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas são diretamente afetados pelas decisões do governo, ampliando o impacto para centenas de milhares de eleitores em todo o estado. Apesar de reconhecer as realizações da gestão Mauro Mendes, principalmente na execução de obras e investimentos em diversas regiões de Mato Grosso, o deputado apontou que a relação com os servidores permanece como um dos pontos mais sensíveis da atual administração. “O governo teve grandes realizações, isso é inegável. O que falta é melhorar o diálogo e resolver definitivamente a situação dos servidores”, concluiu.