O Comitê de Cultura de Mato Grosso realiza a edição especial do projeto Rota da Ancestralidade com foco na cultura Hip-Hop

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RODA DE CONVERSA ROTA DA ANCESTRALIDADE JB News     O Comitê de Cultura de Mato Grosso, através dos seus coordenadores Vannessa Jacarandá e Romulo Fraga realiza no próximo dia 21 de fevereiro, a edição especial do projeto Rota da Ancestralidade com foco na cultura Hip-Hop. A programação acontece a partir das 17h, com pontos de encontro na Igreja do Rosário e na Capela de São Benedito, dois espaços simbólicos da história e da presença afro-brasileira em Cuiabá. A proposta desta edição é conectar ancestralidade e contemporaneidade por meio dos elementos clássicos do Hip-Hop, movimento cultural que nasceu como expressão de resistência e identidade nas periferias urbanas e que, ao longo das décadas, consolidou-se como uma das mais potentes linguagens artísticas do mundo. Em Cuiabá, o projeto propõe uma imersão que une reflexão, música, dança e artes visuais, fortalecendo o diálogo entre tradição e cultura urbana. A programação inclui uma roda de conversa com Cristóvão Luiz, Mamadu Lamarana e DJ Taba, mediada pela professora Cristina Soares, da Universidade Federal de Mato Grosso, e pela professora Ana Carolina, também da UFMT. O debate propõe discutir os vínculos entre ancestralidade, cultura afro-brasileira e o Hip-Hop como ferramenta de transformação social, ampliando o olhar sobre o papel da arte na construção de identidades e narrativas de pertencimento. Além do espaço de diálogo, o evento contará com apresentações que contemplam diferentes vertentes do movimento. A DJane Lyn Alves assume o comando das pick-ups, trazendo a força da presença feminina na discotecagem. No break, Lucas Martins apresenta a potência da dança de rua como expressão corporal de resistência e criatividade. O grafite ganha vida com o Coletivo 165, que transforma o espaço urbano em tela e manifesto visual. Já a MC Rapper Azul conduz a palavra rimada, elemento central do Hip-Hop, conectando poesia, crítica social e vivência periférica. A edição especial da Rota da Ancestralidade reforça a importância de reconhecer o Hip-Hop como herdeiro de tradições culturais negras e como instrumento contemporâneo de valorização da cultura afro-brasileira. Ao ocupar espaços históricos de Cuiabá, o projeto ressignifica territórios e reafirma a cidade como palco de manifestações artísticas que dialogam com memória, identidade e resistência. Aberto ao público, o evento convida a comunidade a participar dessa experiência que une arte, reflexão e celebração cultural, consolidando-se como mais uma ação de fortalecimento da cultura em Mato Grosso.