“Não há mais o que fazer”: Abílio diz que decisão do modal cabe ao Estado, reconhece avanço das obras e aponta entrega do BRT ainda em 2026, VEJA O VÍDEO

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“Não há mais o que fazer”: Abílio diz que decisão do modal cabe ao Estado, reconhece avanço das obras e aponta entrega do BRT ainda em 2026, VEJA O VÍDEO
JB News por Nayara Cristina As obras do BRT (Bus Rapid Transit) seguem em andamento em Cuiabá e Várzea Grande, com frentes de trabalho distribuídas ao longo dos principais corredores estruturais que irão compor o sistema de transporte coletivo entre os dois municípios. O projeto, que substituiu o antigo VLT, avança em sua fase de execução física, ao mesmo tempo em que aguarda a definição final sobre o modelo operacional por parte do Governo do Estado. Durante entrevista concedida nesta terça-feira (31), o prefeito Abílio Brunini afirmou que o município já cumpriu todas as atribuições que lhe cabiam no processo e que não há mais decisões pendentes no âmbito da Prefeitura. Segundo ele, a definição sobre o tipo de veículo, o modelo de operação e eventuais ajustes no sistema é de responsabilidade exclusiva do Estado. “Tudo o que precisava ser feito por parte do município foi feito. Não há mais o que fazer. Essa definição agora cabe ao Governo do Estado”, declarou o prefeito, ao reforçar que a Prefeitura não tem mais ingerência sobre a escolha do modal. Brunini enfatizou que, ao longo dos últimos anos, a administração municipal participou das discussões técnicas, institucionais e de viabilidade do projeto, inclusive contribuindo com decisões relacionadas ao traçado urbano, adequações viárias e integração com o sistema existente. Segundo ele, todas essas etapas já foram superadas e não há mais espaço para rediscussão dentro da esfera municipal. “O município já participou de tudo, já opinou, já contribuiu, já fez o que tinha que ser feito. Agora é uma decisão de governo, não é mais da Prefeitura”, reforçou. Ao comentar o andamento das obras, Brunini destacou que a evolução dos trabalhos é perceptível em diferentes pontos das duas cidades. “É só andar pela cidade que você vê que a obra está andando, que tem evolução. Isso é visível”, afirmou. Ele acrescentou ainda que, apesar das críticas recorrentes sobre demora, o cenário atual é diferente de períodos anteriores, quando o projeto enfrentava paralisações. “Hoje você tem obra acontecendo, você tem máquina na rua, você tem estrutura sendo construída. Isso mostra que está avançando”, pontuou. Intervenções como implantação de corredores exclusivos, construção de estações de embarque, obras de drenagem, requalificação do pavimento e reorganização viária seguem em execução simultânea. Em avenidas de grande fluxo, já há trechos com pistas segregadas concluídas ou em fase final, além da instalação de estruturas que irão compor as estações do sistema. Também avançam serviços complementares, como sinalização, adequações de cruzamentos e preparação para integração com linhas alimentadoras. Apesar do avanço físico, o cronograma do BRT ainda carrega atrasos acumulados ao longo dos últimos anos, resultado de mudanças no projeto, revisões contratuais e interrupções anteriores. A atual etapa concentra esforços na consolidação da infraestrutura e na preparação para a fase operacional, que depende diretamente da definição do modelo a ser adotado. Dentro desse contexto, um dos modelos que chegou a entrar no debate foi o chamado BUD (Bonde Urbano Digital), tecnologia desenvolvida na China e já testada no Brasil. O sistema é considerado uma solução híbrida entre o BRT e o VLT, combinando características de ambos os modais. Diferentemente do BRT tradicional, o BUD utiliza veículos elétricos sobre pneus, mas guiados por um “trilho virtual”, formado por sensores magnéticos instalados no asfalto, que orientam o trajeto com precisão.  Esse tipo de tecnologia dispensa trilhos físicos, reduz custos de implantação e permite operação semelhante a um metrô de superfície, com maior capacidade e regularidade.  Fabricado pela empresa chinesa CRRC, o modelo tem capacidade para cerca de 280 passageiros por composição e pode operar inclusive com condução parcialmente automatizada, embora ainda conte com operador humano por segurança.  O prefeito relembrou que chegou a conhecer esse tipo de solução durante agendas internacionais, quando avaliou alternativas tecnológicas para o transporte coletivo da capital. Apesar disso, ele reforçou que essa etapa já foi superada e que a decisão não cabe mais ao município. “Essa discussão já foi feita. Agora não cabe mais ao município decidir isso. O que cabe é ao Estado definir e concluir”, disse. Brunini também projetou a possibilidade de conclusão do sistema ainda em 2026. “Se continuar nesse ritmo, há condição de entregar ainda neste governo”, afirmou, em referência à gestão do governador Otaviano Pivetta. Ele ponderou que o prazo está diretamente ligado à continuidade das obras sem novas interferências decisórias. “Se não houver mais mudanças, se mantiver o que está sendo executado, dá para concluir”, completou. Com a infraestrutura em fase avançada e parte significativa das intervenções já visível nos corredores urbanos, o projeto do BRT caminha para uma fase decisiva. A conclusão das obras e a definição operacional são apontadas como etapas determinantes para a entrada em funcionamento do sistema, que deverá atender a demanda de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande. [playlist type="video" ids="387524"]