Mendes critica lentidão do governo federal no combate a facções e cobra autonomia dos estados

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Ana Paula Figueiredo

Governador de Mato Grosso defende criação da Lei Antifacção, mas alerta para pontos que precisam ser aprimorados no projeto

Mauro Mendes (União Brasil), afirmou que vai se reunir com o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) para analisar o projeto da Lei Antifacção, que pretende criar mecanismos legais mais rígidos para combater o avanço do crime organizado no país.

Mendes afirmou que, embora a proposta apresente pontos positivos, existem aspectos que precisam ser aprimorados antes de qualquer posicionamento público. Ele destacou que já tem dialogado com outros governadores sobre o tema e que pretende discutir diretamente com o relator do projeto.

“Tem pontos positivos, mas há pontos que precisam ser melhorados. Primeiro vou conversar com o relator e com as pessoas envolvidas, depois vou tornar públicas minhas opiniões”, afirmou.

O governador criticou a lentidão histórica do Estado brasileiro em enfrentar as facções criminosas, que começaram a se estruturar dentro dos presídios há cerca de 30 anos. “É necessário criar instrumentos legais que permitam ao Estado combater esses grupos de forma efetiva e com resultados concretos”, disse.

Mendes ressaltou que, apesar da presença das facções em todo o país, Mato Grosso ainda não enfrenta situações de dominação territorial. “Aqui não há bairros ou cidades dominadas por facções, mas combatemos todos os dias. Só neste ano, mais de 2 mil membros foram presos, embora muitos tenham sido liberados por decisões judiciais”, declarou.

O governador defendeu ainda a autonomia dos estados em legislar sobre segurança e ressaltou que a discussão sobre a Lei Antifacção precisa ser feita com responsabilidade, para garantir que a medida seja eficaz sem gerar efeitos colaterais inesperados.