Ana Paula Figueiredo
Russi afirma que votação deve ocorrer na próxima segunda-feira e que orçamento será aprovado ainda este ano
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi, afirmou na tarde desta quarta-feira (17) que a Lei Orçamentária Anual (LOA) foi retirada de pauta para garantir mais tempo de análise das emendas parlamentares e ajustes em projetos que tramitam na Casa.
Segundo o parlamentar, houve consenso entre os deputados para adiar a votação. “Tinha o compromisso do emprego das emendas, que são impositivas, além de outras definições de projetos que estão chegando à Assembleia. Por isso, entendemos que era melhor votar na segunda-feira”, explicou.
Russi destacou que não há risco de o orçamento deixar de ser votado ainda este ano e que a Assembleia está cumprindo o cronograma. “Não teremos dificuldade para votar na segunda, na terça ou até na véspera do Natal. O importante é votar com tranquilidade”, afirmou.
De acordo com o presidente da ALMT, foram apresentadas 179 emendas ao orçamento, já aprovadas, e o prazo adicional é necessário para que os parlamentares possam analisar e debater as propostas. “O debate é importante e os deputados precisam desse tempo para avaliação”, disse.
Sobre o empenho dos recursos das emendas impositivas, Max afirmou que a responsabilidade é do governo do Estado. Segundo ele, os deputados solicitaram que os recursos sejam destinados principalmente às áreas da agricultura, saúde e assistência social.
Russi ainda afirmou que a Casa Civil sinalizou de forma positiva quanto ao empenho das emendas, apesar de dificuldades internas que impediram o cumprimento do cronograma inicialmente previsto. “Era para ter sido feito hoje, mas não conseguiram. Agora há mais alguns dias para isso”, pontuou.
Em relação à emenda de bancada, que está judicializada, o presidente da Assembleia disse que o valor continuará previsto no orçamento de 2025. O montante é de R$ 63 milhões. Segundo ele, não há decisão de mérito e a questão ainda pode ser julgada pelo Supremo Tribunal Federal ao longo do próximo ano.
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