Mauro Mendes diz que MT é o 3º estado menos desigual do país e crava: “Com Piveta, teremos 12 anos de prosperidade. Não podemos retroceder”, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
Mauro Mendes banca sucessão e diz que erro em 2026 pode custar caro: “Se acertarmos, Mato Grosso terá 12 anos de prosperidade”
A sucessão ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 já entrou de vez no centro do debate político estadual e ganhou novos contornos com a fala direta e enfática do governador Mauro Mendes (União Brasil). Em meio às articulações que envolvem os nomes do vice-governador Otaviano Piveta, do senador Jaime Campos e do senador Wellington Fagundes, Mauro Mendes deixou claro quem considera o nome mais preparado para dar continuidade ao projeto que governa o Estado desde 2019.
Sem rodeios, o governador reafirmou publicamente seu apoio a Otaviano Piveta, vice-governador em dois mandatos consecutivos, ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e, segundo ele, um dos principais responsáveis pelo modelo de gestão que recolocou Mato Grosso em rota de equilíbrio fiscal, investimentos e planejamento de longo prazo. Para Mauro Mendes, a eleição de 2026 será decisiva para definir se o Estado seguirá avançando ou se corre o risco de retroceder a um cenário de desorganização administrativa vivido em gestões passadas.
“O Piveta tem tocado o governo junto comigo. Ele não está aprendendo agora. Participou de decisões, de reuniões, ajudou a construir tudo isso que está acontecendo. É uma pessoa experiente, que tem uma longa trajetória na vida pública, foi prefeito, tem espírito empreendedor, assim como eu. É por isso que Mato Grosso está como está”, afirmou o governador.
Mauro Mendes também não descartou a possibilidade de se afastar do cargo para disputar uma vaga ao Senado, o que colocaria Piveta definitivamente à frente do governo. Segundo ele, essa hipótese nunca foi negada, tampouco confirmada, mas reforça a confiança no vice. “Se eu me afastar, ele seguramente vai assumir. E vai tocar o governo como já vem tocando. Ele tem ajudado muito”, disse.
O governador fez questão de contextualizar o debate sucessório com o passado recente do Estado. Segundo ele, os erros cometidos em eleições anteriores cobraram um preço alto da população e não podem se repetir. “Se nós errarmos de novo, como erramos em 2010 e em 2014, quem paga o preço é a população. Era médico que não recebia, faltava médico, escola sucateada, estrada esburacada, obra parada, dívida sem controle. Agora, se acertarmos em 2026, Mato Grosso pode ter 12 anos de prosperidade”, ressaltou.
As declarações de Mauro Mendes também responderam diretamente às críticas feitas por adversários que já se colocam como pré-candidatos ao Palácio Paiaguás, especialmente no campo social. Senadores como Jaime Campos e Wellington Fagundes têm apontado suposta fragilidade do governo nessa área, argumento que o governador rebateu com dados e números.
“Seria bom eles atualizarem os dados. Não quero ser deselegante com nenhum candidato desinformado, mas se olharem os números vão ver que Mato Grosso está entre os três estados mais desiguais do país e, ainda assim, foi o estado que mais fez inclusão social proporcionalmente à população nos últimos anos. Isso coloca por terra essa crítica. Essa desculpa não vai colar”, disparou.
Para Mauro Mendes, o discurso social usado por adversários nasce esvaziado de fundamento e ignora avanços promovidos pelo atual governo. Ele defende que o debate eleitoral de 2026 precisa ser feito com base em dados concretos e na capacidade de gestão, e não apenas em narrativas políticas.
Com isso, a sucessão estadual começa a se desenhar como uma disputa entre continuidade e ruptura. De um lado, Otaviano Piveta surge como o herdeiro natural do projeto liderado por Mauro Mendes, com o respaldo explícito do governador. Do outro, nomes tradicionais da política mato-grossense tentam se viabilizar com críticas e discursos alternativos. Até 2026, o embate promete se intensificar, mas Mauro Mendes já deixou sua mensagem clara: para ele, o futuro do Estado passa diretamente pela escolha certa nas urnas.
Veja o Vídeo:
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