Mato Grosso decreta situação de emergência zoossanitária após foco de H5N1 em Cuiabá

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JB News Da redação O governo de Mato Grosso decretou estado de emergência zoossanitária em todo o território estadual pelo prazo inicial de 90 dias, após a confirmação de um foco do vírus da gripe aviária de alta patogenicidade, o H5N1, em aves domésticas de subsistência na capital, Cuiabá. A medida foi determinada pelo governador em exercício Otaviano Piveta, do Republicanos, e publicada em edição extra do Diário Oficial do Estado de Mato Grosso na última terça-feira, 23, por meio do decreto nº 1.792. A decisão amplia os poderes do Estado para responder de forma imediata ao risco sanitário, autorizando ações excepcionais de prevenção, controle e erradicação da doença. Com o decreto em vigor, o INDEA Mato Grosso passa a ter autonomia reforçada para executar medidas técnicas no campo, incluindo a adoção de protocolos rigorosos de vigilância, interdição de áreas, sacrifício sanitário de aves infectadas e monitoramento intensivo em zonas consideradas de risco. O estado de emergência também permite a agilização de procedimentos administrativos, como a compra de insumos, equipamentos e serviços sem a necessidade de processos licitatórios tradicionais, garantindo resposta rápida diante de uma possível expansão do vírus. Além disso, o decreto abre caminho para a mobilização de recursos federais e o acionamento de mecanismos de apoio da Força Nacional do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária. Outro ponto central da medida é a possibilidade de endurecimento das regras para o trânsito de aves vivas, ovos férteis e produtos derivados em todo o Estado. O objetivo é evitar que o vírus alcance granjas comerciais, cenário que poderia provocar impactos severos na cadeia produtiva da avicultura mato-grossense, setor estratégico para a economia local e para o mercado exportador. A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é uma enfermidade viral extremamente contagiosa entre aves domésticas e silvestres, com alto índice de mortalidade. Embora o risco de transmissão para humanos seja considerado baixo pelas autoridades sanitárias, a doença impõe protocolos rigorosos de contenção, incluindo quarentenas e eliminação dos animais contaminados, para impedir a disseminação do agente infeccioso. Segundo o governo estadual, o foco identificado em Cuiabá serve como sinal de alerta máximo para todo o sistema de defesa sanitária, reforçando a necessidade de vigilância permanente e da colaboração de produtores, criadores de aves de subsistência e da população em geral. O acompanhamento do cenário seguirá sendo feito de forma contínua pelas autoridades, enquanto o Estado mantém as medidas emergenciais para proteger a produção avícola e a segurança sanitária de Mato Grosso.