Jaime já colocou o nome para o governo e a federação sabe disso”, afirma Júlio Campos

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Ana Paula Figueiredo

Deputado diz que União Brasil e Progressistas precisam ter candidatura própria ao governo e ao Senado para não encolher bancadas em 2026

O deputado estadual Júlio Campos (UB) afirmou que o senador Jayme Campos (UB) já colocou oficialmente seu nome à disposição para disputar o governo de Mato Grosso e que não há mais espaço para dúvidas dentro da federação formada por União Brasil e Progressistas sobre essa intenção.

Segundo o parlamentar, apesar de não ter participado da reunião que tratou da fusão partidária em Mato Grosso, Jaime manifestou publicamente sua disposição de concorrer ao Palácio Paiaguás diante de lideranças nacionais e estaduais. “O senador Jaime Campos colocou seu nome perante o presidente da União Brasil, Mauro Mendes, e perante o presidente do Republicanos, Nilson Leitão. Portanto, não tem como dizer que o partido não sabia”, declarou.

O parlamentar defendeu que a federação tenha candidato próprio ao governo do Estado e ao Senado, argumentando que a ausência de nomes majoritários enfraquece diretamente as chapas proporcionais. De acordo com ele, sem uma candidatura própria, o grupo corre o risco de reduzir significativamente o número de deputados estaduais e federais eleitos.

“Se não lançarmos candidato a governador, nossa bancada estadual pode cair de quatro para dois. Se não tivermos candidato ao Senado, a bancada federal pode diminuir de dois para um. Nós queremos crescer, não encolher”, afirmou.

O deputado destacou que a escolha dos candidatos não cabe a decisões individuais, mas sim às direções partidárias e às bases da federação. Segundo ele, caberá aos diretórios estaduais e municipais da União Brasil e do Progressistas consolidar o nome que representará o grupo na disputa majoritária.

Júlio também reforçou que a eleição de 2026 será em dois turnos, o que, na avaliação dele, permite que cada partido apresente seu projeto político no primeiro momento e construa alianças no segundo turno. “A eleição foi criada para isso. Primeiro turno é para apresentar programa, candidato e fortalecer bancada. No segundo turno, se constrói a convergência”, explicou.

Ao comentar possíveis cenários de aliança, o deputado avaliou que, caso Jaime Campos ou outro nome do grupo chegue ao segundo turno, haverá apoio expressivo das demais forças políticas do campo aliado. “Não vejo nenhuma dúvida nisso. É um processo natural da democracia”, disse.

Por fim, o deputado ressaltou que a federação precisa agir de forma coesa e estratégica para 2026, com chapa completa ao governo, ao Senado e às bancadas proporcionais. “Não pode haver divisão. Para ter força política, tem que jogar com uma mão só”, concluiu.

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