Ana Paula Figueiredo
Mulher se passava por profissional do Direito na porta do INSS e causou prejuízo superior a meio milhão de reais
Uma mulher investigada por se passar por advogada e aplicar golpes financeiros em aposentados foi presa na tarde da última sexta-feira (12), em Várzea Grande, durante ação da Polícia Civil. A prisão é resultado de uma investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município.
De acordo com as apurações, a suspeita fez pelo menos 12 vítimas, todas idosas, e provocou um prejuízo estimado em mais de R$ 500 mil. Ela atuava principalmente em frente à agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da cidade, onde abordava aposentados oferecendo supostos serviços jurídicos.
Mesmo sem possuir registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a mulher se apresentava como advogada e prometia vantagens como aumento no valor da aposentadoria e redução de parcelas de empréstimos consignados. Para isso, recolhia documentos pessoais, fotografias e dados bancários das vítimas.
Na prática, os dados eram usados para abrir contas bancárias fraudulentas, contratar empréstimos em nome dos idosos e realizar a portabilidade dos benefícios previdenciários para outras instituições financeiras. Em seguida, a investigada sacava ou transferia os valores antes que as vítimas tivessem acesso às contas.
Com base nas provas reunidas, o delegado Sérgio Luis Henrique de Almeida solicitou a prisão preventiva da suspeita, que foi autorizada pela Justiça e cumprida pela equipe da Derf. Durante o interrogatório, a mulher confessou os crimes.
“Até o momento, conseguimos identificar 12 vítimas, mas há indícios de que esse número seja maior, já que ela se apresentava como advogada e ganhava facilmente a confiança dos idosos”, afirmou o delegado.
As investigações continuam, e a Polícia Civil não descarta o surgimento de novas vítimas nos próximos dias.