Operação Atrium II

Facção suspeita de homicídios e torturas é alvo de operação em Matupá.

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Facção suspeita de homicídios e torturas é alvo de operação em Matupá.

Operação Atrium II Mira Tribunal do Crime e Desarticula Facção Violenta no Interior de Mato Grosso


A Polícia Civil de Mato Grosso realizou na manhã desta sexta-feira (15) a Operação Atrium II, uma ofensiva voltada ao enfrentamento de uma facção criminosa suspeita de atuar com extrema violência no município de Matupá, no norte do estado. A ação mobilizou equipes de diferentes cidades da região e resultou no cumprimento de 18 ordens judiciais contra integrantes do grupo investigado.


Ao longo da operação, os policiais cumpriram seis mandados de prisão temporária, além de seis mandados de busca e apreensão e outras seis determinações judiciais relacionadas à quebra de sigilo dos investigados. Os alvos são apontados como participantes de uma organização criminosa envolvida em crimes graves, entre eles ameaças, sequestros, torturas e homicídios.


Segundo a investigação conduzida pelo Núcleo de Investigação de Homicídios da Delegacia de Matupá, a facção mantinha uma estrutura organizada e hierarquizada, com integrantes responsáveis por diferentes funções dentro do esquema criminoso. As apurações indicam ainda que o grupo atuava diretamente em atividades ligadas ao tráfico de drogas e em execuções ordenadas pela própria organização.


A Polícia Civil também identificou indícios da atuação do chamado “tribunal do crime”, prática usada por facções para aplicar punições violentas contra rivais e até contra membros da própria quadrilha acusados de desobedecer regras internas. Conforme os investigadores, as decisões criminosas eram executadas mediante torturas e assassinatos, espalhando medo em comunidades da região.


De acordo com o delegado Emerson Marques, responsável pelas investigações, a nova fase da operação representa um passo importante no combate ao avanço das facções criminosas no norte mato-grossense. Ele destacou que o trabalho busca enfraquecer a atuação das organizações armadas e interromper a sequência de crimes ligados ao grupo investigado.


A ofensiva contou com apoio de policiais civis das delegacias de Guarantã do Norte, Peixoto de Azevedo e Marcelândia, que atuaram de forma integrada durante o cumprimento das medidas judiciais. As investigações continuam e a polícia não descarta novas fases da operação nos próximos dias.

Veja:

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