JB News
por Nayara Cristina
A esposa do jovem Bruno Alexandre Souza da Silva, de 24 anos, que foi assassinado em frente à própria casa na cidade de Confresa (MT), cobra respostas da Justiça. De acordo com Maria Eduarda Paulino, de 26 anos, após o assassinato do marido, ela passou a ser ameaçada por um suposto agiota que afirma que Bruno tinha dívidas; segundo ela, até agora ninguém foi preso.
O crime aconteceu na noite de 8 de outubro, quando o casal chegava em casa. Bruno foi morto a tiros dentro do carro, enquanto segurava a enteada no colo; ele tentou proteger a criança e foi atingido por seis disparos nos braços e nas costas. O atirador, que estava encapuzado, fugiu logo após o ataque.
Maria Eduarda contou que, no momento dos tiros, ouviu o barulho e sentiu o cheiro de pólvora; ao se virar, viu o marido caído sobre a filha. Vizinhos levaram Bruno ao hospital, mas ele já chegou sem vida.
A professora afirmou que tentou acionar o Samu e a Polícia Militar, porém as ligações não foram completadas; ela disse ainda que nenhum policial foi ao local no momento do crime.
Segundo a Polícia Civil, uma das hipóteses é de que o homicídio possa ter sido motivado por conflitos familiares envolvendo herança; o caso segue sob sigilo.
Dias depois do crime, Maria Eduarda relatou ter recebido mensagens de um homem que se identificou como agiota, alegando que o marido possuía dívidas. A polícia acredita que possa se tratar de tentativa de extorsão, mas, com medo, a jovem decidiu deixar a cidade.
Bruno era descrito pela esposa como um homem trabalhador, dedicado à família e cheio de planos. O casal pretendia comprar um lote em novembro, construir uma casa e ter outro filho.
Em nota, a Polícia Civil de Mato Grosso informou que o inquérito segue em andamento; testemunhas já foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas. Nenhum suspeito foi preso até o momento.