Empresário cita constrangimento em prisão, mas STJ mantém detenção preventiva

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Ana Paula Figueiredo

Vinícius Sousa está preso desde novembro e é investigado por suposto desvio de R$ 10 milhões do Grupo Bom Futuro

O ministro Herman Benjamin, presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do empresário Vinícius de Moraes Sousa, dono da VS Transportes, e decidiu manter a prisão preventiva decretada no âmbito das investigações sobre um esquema que teria desviado cerca de R$ 10 milhões do Grupo Bom Futuro.

A decisão foi publicada nesta sexta-feira (12). Vinícius e o ex-funcionário Welliton Gomes Dantas estão presos desde 13 de novembro. Ambos são apontados como participantes do esquema fraudulento investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

No pedido apresentado ao STJ, a defesa alegou constrangimento ilegal, afirmando que a prisão em flagrante seria inválida. Os advogados afirmaram que Vinícius foi conduzido inicialmente apenas para prestar esclarecimentos, e que o flagrante foi lavrado posteriormente — o que, segundo eles, violaria o Código de Processo Penal.

O ministro, porém, não acolheu os argumentos. Em sua decisão, destacou que “não há nos autos qualquer excepcionalidade que justifique a intervenção prematura desta Corte Superior”, mantendo assim a prisão preventiva.

O processo segue em tramitação, e novas diligências ainda serão realizadas pelas autoridades.