O deputado estadual Júlio Campos comentou nesta semana sobre a polêmica envolvendo a suplementação do Judiciário e os impactos para os demais poderes e servidores estaduais. Segundo ele, a questão não é apenas política, mas também envolve valores significativos: o aumento global previsto poderia chegar a R$ 1,5 bilhão para o próximo ano.
Campos explicou que a competência para esses recursos é autônoma para cada poder. “Cada poder tem a sua autonomia. O orçamento do Executivo é dele, mas o Judiciário, Legislativo e outros poderes podem gerir suas próprias verbas”, disse.
O deputado criticou a postura do governo e afirmou que a atuação da administração estadual pode gerar efeitos negativos para as emendas de bancada e compromissos já assumidos com municípios. Ele citou que parte dos recursos, destinados a postos de saúde e obras locais, pode ser prejudicada. “Se tivesse a emenda de bancada, nós iríamos destinar o imposto para a restauração da igreja do Nosso Senhor da Guia, em Várzea Grande, mas não vou poder cumprir esse compromisso”, afirmou.
Campos também destacou que a atuação do governo pode influenciar a base governista e impactar votações futuras, mas afirmou que não acredita em uma oposição direta da base à proposta. Segundo ele, a questão envolve equilíbrio entre poderes e respeito às competências de cada um.
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