“Crime foi premeditado e revela extrema periculosidade”, afirma juiz sobre médico que matou colegas

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Ana Paula Figueiredo

Suspeito preso preventivamente já respondeu por racismo e agressão e tinha histórico de conflitos profissionais

O médico Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos, preso preventivamente pelo assassinato de dois colegas em Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, possui um histórico criminal marcado por episódios de violência. Ele é acusado de matar os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, no dia 17 de janeiro, após desentendimentos envolvendo contratos na área de gestão hospitalar.

De acordo com a investigação, Azevedo e Gomes eram sócios e proprietários de empresas do setor, e já vinham acumulando conflitos relacionados a licitações e acordos comerciais. Vinicius, por sua vez, atuava como funcionário de Gomes. Familiares relataram que a relação entre os envolvidos era conturbada e marcada por atritos frequentes. O encontro em um restaurante teria intensificado a discussão, culminando no duplo homicídio.

Além do crime recente, Carlos Alberto Azevedo Filho já havia sido preso em julho de 2025 por racismo e agressão, em um episódio ocorrido em um hotel de luxo em Aracaju (SE). Segundo a Polícia Civil de Sergipe, ele chegou embriagado ao local, agrediu fisicamente um recepcionista e proferiu ofensas racistas contra outro funcionário, utilizando termos como “gordo” e “preto”. No mesmo episódio, o médico também danificou móveis e objetos do estabelecimento.

Na ocasião, Azevedo permaneceu preso por cinco dias e foi liberado após pagar fiança de R$ 15.180, além de cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça. O processo ainda tramita no Judiciário sergipano.

Durante a audiência de custódia do caso ocorrido em Barueri, o juiz Djalma Moreira Gomes Júnior destacou a gravidade da conduta. Segundo o magistrado, o acusado “praticou crime extremamente grave, com violência, ceifando a vida de duas pessoas, o que demonstra sua extrema periculosidade”.

O juiz também apontou que há indícios claros de premeditação, ressaltando que o suspeito afirmou que deixaria o local, mas, em seguida, atirou contra as vítimas enquanto elas tentavam fugir.

Carlos Alberto Azevedo Filho segue preso preventivamente e à disposição da Justiça, enquanto o caso continua sob investigação.