Chapas federais viram dilema para 2026 e Podemos condiciona apoio a debate sobre reforma tributária em Mato Grosso, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina As articulações políticas para as eleições de 2026 em Mato Grosso já movimentam intensamente os bastidores partidários e revelam um cenário considerado desafiador, especialmente para a formação das chapas proporcionais. O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi, afirmou nesta semana que montar uma chapa competitiva para deputado federal será um dos maiores dilemas do próximo pleito no estado, diante da alta exigência de votos e das regras eleitorais que tornam a disputa ainda mais complexa. Segundo o parlamentar, qualquer partido que pretenda disputar vagas na Câmara Federal precisará estruturar um grupo forte de candidatos e alcançar um volume significativo de votos para garantir representação. Russi destacou que o coeficiente eleitoral exigirá cerca de 250 mil votos para que uma legenda tenha chances reais de conquistar uma cadeira em Brasília, número que, na avaliação dele, não é fácil de alcançar. O deputado lembrou que, na eleição passada, mesmo candidatos com votação expressiva acabaram ficando fora da Câmara por conta da falta de coeficiente partidário. Ele citou o exemplo da deputada Rosa Neide, que foi a candidata mais votada do estado, mas não conseguiu assumir a vaga justamente porque sua chapa não atingiu o desempenho necessário para garantir o mandato. Para Max Russi, as legendas que conseguirem formar chapas com nomes capazes de atrair grandes votações, os chamados “puxadores de votos”, terão vantagem na disputa. Ele avalia que o partido que alcançar o primeiro coeficiente eleitoral terá grande possibilidade de conquistar duas vagas, enquanto aqueles que ficarem próximos do número mínimo podem acabar “morrendo na praia”. Nesse cenário de forte disputa, o parlamentar também comentou sobre os movimentos de fortalecimento partidário que pretende conduzir nos próximos meses à frente do Podemos, sigla que deve assumir em Mato Grosso. Segundo ele, um partido que pretende ter relevância no cenário político precisa apresentar nomes competitivos para todos os espaços da disputa majoritária e proporcional, como governador, senador, vice e suplentes. Russi afirmou que a estratégia do Podemos será construir uma base política sólida no estado, com a filiação de prefeitos, deputados estaduais e lideranças de diversos setores da sociedade. A expectativa, segundo ele, é reunir representantes de diferentes segmentos, como servidores públicos, empresários, profissionais liberais, agricultores e jornalistas, ampliando a presença do partido em todo o território mato-grossense. A meta da sigla é disputar as eleições de 2026 com presença nos 142 municípios do estado e buscar a formação de uma bancada expressiva tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara Federal. Apesar de reconhecer que o partido ainda não possui deputados federais ou senadores, Russi afirmou que o Podemos pretende participar ativamente das discussões políticas e da construção de projetos para o futuro de Mato Grosso. Entre os temas que devem orientar as negociações do partido para eventuais alianças majoritárias está a reforma tributária, considerada pelo deputado um dos assuntos mais sensíveis para o estado. Segundo ele, o impacto das mudanças no sistema tributário nacional pode atingir diretamente a economia mato-grossense, que tem forte base no agronegócio e na produção. Russi destacou que os efeitos da reforma devem se tornar mais visíveis a partir de 2032, conforme o novo modelo tributário seja implementado gradualmente no país. Por isso, ele defende que o tema esteja no centro dos debates e dos planos de governo dos candidatos que disputarão o Palácio Paiaguás em 2026. De acordo com o presidente da Assembleia, o apoio do Podemos a candidaturas majoritárias dependerá da disposição dos grupos políticos em discutir propostas concretas para enfrentar esse cenário. Para ele, mais do que apenas apresentar nomes para as disputas, será fundamental construir um projeto de governo capaz de preparar Mato Grosso para os desafios econômicos e fiscais dos próximos anos. Nesse contexto, o deputado também citou o nome de lideranças do próprio partido que poderão ser colocadas no debate eleitoral, entre elas o ex-deputado Elcio, apontado por Russi como um quadro preparado e que poderá representar a legenda caso tenha disposição para disputar as eleições. Com o avanço das articulações e o crescimento populacional do estado, que tende a elevar a exigência de votos nas próximas eleições, o cenário político mato-grossense caminha para uma disputa cada vez mais competitiva. Para Max Russi, diante desse quadro, apenas partidos bem organizados e com projetos claros para o estado conseguirão se consolidar e conquistar espaço nas urnas em 2026. Veja : [playlist type="video" ids="379506"]