Casal matogrossense agredido “à luz do dia” em Porto de Galinhas vai processar Estado e município após cobrança abusiva e ataque violento de barraqueiros, VEJA O VÍDEO

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JB News por Nayara Cristina Um casal de empresários afirma ter vivido um verdadeiro pesadelo na noite deste domingo, em Porto de Galinhas, um dos principais destinos turísticos do Brasil. Johnny Anglard e Cleitos Anata relatam ter sido brutalmente agredidos por barraqueiros e ambulantes após contestarem uma cobrança considerada abusiva pelo uso de cadeiras de praia. Segundo eles, o valor combinado inicialmente — R$ 50,00 — teria sido alterado na hora do pagamento, chegando a quase o dobro. De acordo com o relato, ao recusarem o acréscimo e insistirem no preço negociado, a discussão rapidamente se transformou em violência. “Eu falei que não ia pagar o valor maior. Ele passou a mão na cadeira e jogou em mim. Quando percebi, já eram vários me agredindo. Eu vi a morte na minha frente”, declarou Johnny, que precisou de atendimento médico após o ataque. O casal afirma ter sido cercado por um grupo de aproximadamente 10 a 30 pessoas, entre ambulantes e pessoas que estavam próximas à barraca. Eles relatam agressões com cadeiras, socos, chutes e empurrões no chão. Em vídeos e mensagens enviados por eles, Johnny descreve que ninguém que estava na orla interveio: “Todo mundo filmando, mas ninguém ajudava”. Apesar de conseguir fugir e pedir socorro, a dupla diz que as agressões continuaram mesmo depois da chegada de um salva-vidas, que teria sido essencial para que escapassem. Eles acabaram levados pelo Corpo de Bombeiros até um veículo de apoio. “Se não fossem eles, hoje a gente estaria morto”, disse Johnny. Além da violência física, o casal acredita que o ataque teve motivação homofóbica. Um boletim de ocorrência foi registrado, e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco informou que a apuração do caso é prioritária. A Prefeitura de Ipojuca, município responsável pela região, também deve ser cobrada oficialmente. A situação provocou medo e revolta. Os empresários afirmam que vão buscar medidas jurídicas e responsabilizar o Estado e o município pela falta de segurança na praia. “Nós não recomendamos que as pessoas venham. A gente está trancado no quarto de hotel com medo. Isso vai acabar com o turismo”, disse Cleitos. Porto de Galinhas, conhecida pela beleza natural e pela intensa atividade turística, volta ao centro de discussões sobre segurança e atendimento a visitantes. O caso acende um alerta sobre práticas irregulares de cobrança, violência contra turistas e ausência de fiscalização na orla. Os empresários afirmam que pretendem deixar Pernambuco antes do planejado e reforçam que sentem insegurança para permanecer no local. Veja : [playlist type="video" ids="369212"]