BRASÍLIA: Cláudio Castro defende “instrumentos efetivos” de combate ao crime e cobra consenso entre Câmara e Senado, Veja o vídeo

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JB News De Brasília, Marcos Antônio Padilha   Nesta terça-feira (25), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), falou com a imprensa logo após participar da Comissão Especial sobre Competências Federativas em Segurança Pública, realizada na Câmara dos Deputados. O governador defendeu que o país precisa, com urgência, reorganizar as competências entre União, estados e municípios para permitir investigações mais rápidas, modernas e eficientes contra facções criminosas e milícias. Castro afirmou que, hoje, os estados têm acesso a instrumentos importantes, mas ficam impedidos de utilizá-los com agilidade por conta de limitações legais e travas burocráticas. Segundo ele, isso favorece a ação de grandes criminosos. “A gente tem mais acesso a estes instrumentos que muitas vezes resolvem uma investigação de um grande criminoso, de algo que está acontecendo, e a gente fica preso. Porque aquilo não é uma competência. Você tem que fazer um vício até chegar naquilo. Enfim, acaba o vício, mas não acaba a investigação”, declarou. O governador disse que o momento é decisivo para que o Congresso Nacional construa um marco legal que permita ao Brasil ter instrumentos efetivos no enfrentamento ao crime organizado. Castro ressaltou que o Senado já iniciou conversas sobre o tema e mencionou diálogo recente com o senador Alexandre Zanottieri, que deve convocar uma primeira reunião em breve. “Eu já conversei com o senador Alexandre Zanottieri. Ele falou que vai me convidar para a reunião, eu já aceitei o convite. Eu só não lembro se é no primeiro, no segundo ou no terceiro mês, mas está na agenda. Depois vou até ver com ele o dia certinho. Ele já se colocou aberto para o diálogo. O diálogo que a gente fez aqui na Câmara, vamos fazer lá no Senado também”, afirmou Castro. Questionado sobre possíveis mudanças no texto aprovado na Câmara, o governador disse que ainda é preciso avaliar o que virá do Senado, mas que a essência do projeto relatado pelo deputado Guilherme Derrite deve ser mantida para evitar que a tramitação volte ao ponto zero. “O texto do Derrite foi o melhor dentro do possível. Não adianta cada caso tentar mudar, porque vira um processo relativamente enorme, que não acaba nunca. O importante é manter a espinha dorsal, entender quais são as melhorias possíveis, mas sem ficar mudando tudo. Se a gente não tiver espinha e foco entre as Casas, não tem como avançar”, disse. Castro alertou que disputas internas e tentativas de rediscutir todo o conteúdo podem atrasar o projeto e impedir que o país tenha uma legislação clara e forte ainda nesta legislatura. Para ele, Câmara e Senado precisam trabalhar juntos. “Se a gente ficar aproveitando isso para fazer dissenso, vai acabar o mandato e a gente não vai conseguir ter projetos claros. Então precisamos reunir consensos para ter uma lei, um equipamento, um instrumento efetivo nesse combate à criminalidade”, concluiu. Após a reunião, o governador seguiu em agenda com parlamentares e voltou a defender que o Brasil não pode continuar com um sistema de segurança pública fragmentado, lento e incapaz de acompanhar a velocidade das organizações criminosas. Para Castro, o país tem uma única escolha: consenso, clareza e instrumentos modernos — ou o crime sempre estará um passo à frente. veja o vídeo   [playlist type="video" ids="362235"]