Assembleia aprova por unanimidade reajuste de 6,8% ao TJ após um mês de guerra política e plenário lotado de servidores

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JB News por Nayara Cristina A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, por unanimidade, na manhã desta quarta-feira, 19 de novembro, o projeto de lei que concede reajuste de 6,8% aos servidores e funcionários do Tribunal de Justiça. A votação encerra uma verdadeira guerra política que se arrastava por quase um mês, marcada por pedidos de vista, articulações tensas nos bastidores e um ambiente carregado de pressão institucional. O plenário estava completamente lotado de servidores do Tribunal de Justiça, que acompanharam a sessão desde cedo e fizeram forte pressão para que o reajuste fosse votado ainda hoje. A presença massiva da categoria, somada à cobrança direta às lideranças partidárias, criou um clima de urgência que dificultou manobras de adiamento e contribuiu para que o projeto chegasse definitivamente ao painel de votação. A decisão de pautar a matéria foi tomada pelo presidente da Assembleia, que avaliou que era hora de encerrar o impasse e cumprir o compromisso com o Judiciário e com os próprios deputados. O projeto só avançou após semanas de sucessivos pedidos de vista que paralisaram a tramitação e elevaram o desgaste interno entre base aliada, oposição e o próprio governo. Mesmo com a possibilidade de uso do instrumento da minoria — que permitiria suspender votações enquanto vetos pendentes não fossem analisados —, os parlamentares optaram por não utilizar essa prerrogativa. Com isso, a sessão transcorrida nesta quarta-feira ocorreu de forma tranquila, sem interrupções, permitindo o encaminhamento direto da matéria ao plenário. No painel eletrônico, o resultado foi categórico: aprovação unânime. O gesto simboliza o fim de um dos capítulos mais tensos das últimas semanas no Parlamento estadual e demonstra a força da mobilização dos servidores do TJ, que lotaram a Casa em busca do desfecho favorável. Apesar de alertas feitos pelo próprio governo sobre o risco de um efeito cascata nas contas públicas — incluindo projeções de impacto superior a R$ 2,6 bilhões quando somados os reflexos previdenciários —, os deputados decidiram votar em bloco pelo reajuste. A unanimidade na aprovação evidencia que, mesmo diante das preocupações fiscais apresentadas pelo Executivo, prevaleceu o entendimento político de que o projeto deveria avançar. A matéria segue agora para sanção.