Para Wellington Fagundes ZPE permitirá industrialização e agregação de valor a produtos primários de MT

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O senador da República Welligton Fagundes afirmou na manhã desta sexta-feira (24) que a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres, em Mato Grosso, depois de quase três décadas, começa a dar os primeiros passos para inserir o estado em um processo mais amplo de comercialização. Segundo ele, a reforma tributária em andamento impacta principalmente o Mato Grosso, e a ZPE pode ser um mecanismo para amenizar os efeitos econômicos e financeiros da medida.

“É importante dizer que já temos o espaço físico concretizado, com toda a infraestrutura aduaneira e desembaraço documental. Agora o grande desafio é a logística. Para uma empresa se instalar e exportar, precisa de logística eficiente”, disse Fagundes. Ele citou a hidrovia Paraguai-Paraná, que precisa passar por dragagem, e o avanço da ferrovia de Rondonópolis, Jucimeira, Cuiabá até Cáceres como soluções estratégicas para facilitar exportações do agronegócio.

O senador ressaltou que a ZPE permitirá industrialização e agregação de valor a produtos primários, fortalecendo setores como etanol de milho e proteína animal. “Não podemos apenas vender grãos. Precisamos transformar e agregar valor. Mato Grosso já é o maior produtor de etanol de milho do Brasil e o maior rebanho bovino do país”, afirmou.

O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, destacou a importância de unir políticas públicas e iniciativa privada. “Estamos indo para a chuva agora, dia 1º, será um momento de sucesso. Já temos compromissos com empresas voltadas ao agronegócio para se instalarem na ZPE de Cáceres”, disse. Segundo ele, a ZPE atrairá investimentos e permitirá que Mato Grosso amplie sua participação no mercado de alimentos industrializados, garantindo oportunidades econômicas ao estado.

Já o diretor Fausto Takizawa, da TRC – Teak Resources Co., empresa de beneficiamento de madeira de teca, afirmou que a ZPE será fundamental para expandir a produção e exportação de madeira. “Temos 15 mil hectares de plantações no Mato Grosso. A madeira tem como principal destino a Índia, China, Vietnã, Estados Unidos e Europa. Com a ZPE, nossa capacidade produtiva e geração de empregos vai aumentar”, disse Takizawa.

Segundo ele, a empresa já está habilitada a operar dentro do regime ZPE e já iniciou exportações. O investimento inicial na expansão foi de pouco mais de R$ 2 milhões, e novos produtos para o mercado estão sendo desenvolvidos. Takizawa ressaltou que a ZPE facilita o core business da empresa, voltado para exportação, e permite agregar valor industrial à madeira produzida localmente.

Com a inauguração oficial da ZPE, Mato Grosso dá um passo importante na industrialização, exportação e atração de investimentos nacionais e internacionais, especialmente para o agronegócio e o setor de madeira. O projeto envolve integração entre governo federal, governo do estado, municípios e iniciativa privada, e promete transformar o estado em referência nacional na produção e exportação de produtos industrializados.

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