Zema critica governo federal por não apoiar o agro e fazer apologia ao crime, e diz que direita não está dividida, e pode lançar até quatro candidatos em 2026, “Segundo turno é certo” Veja o vídeo
JB News
por Ana Paula Figueiredo
Direita pode lançar até quatro candidatos em 2026 para derrotar Lula; Zema diz que união no segundo turno é certa e critica governo por não apoiar o agro e “fazer apologia ao crime”
Durante visita a Cuiabá, na manhã de ontem, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a direita brasileira já se articula para a disputa pela Presidência da República em 2026 e que o campo conservador deve trabalhar com até quatro nomes no primeiro turno, justamente para ampliar o alcance eleitoral e unificar forças na segunda etapa da eleição. Zema esteve no resort Malai Manso, em Chapada dos Guimarães, onde participou do 3º Encontro do Cerealista Brasileiro, promovido pela Acebra, evento que reuniu lideranças do agronegócio e grandes empresários do setor produtivo nacional.
Ao comentar a estratégia política que vem sendo construída nacionalmente, Zema deixou claro que não há divisão, mas fortalecimento do bloco de centro-direita. Segundo ele, a multiplicidade de candidaturas no primeiro turno será justamente para aumentar o volume de votos e consolidar nomes fortes nos estados.
“Eu posso te afirmar que muita coisa vai acontecer, mas o que eu posso dizer até o momento, pelo que já existe de situação, é que a minha pré-candidatura já foi lançada. Como eu estou em um partido bom, nós vamos até o final, nós não temos a complexidade de grandes partidos e vamos ter alguns candidatos pela direita. Isso já é notório, sabido, isso não quer dizer que a direita está dividida, muito pelo contrário, isso quer dizer que a direita está fortalecida”, disse o governador.
Zema defendeu que governadores bem avaliados devem entrar na disputa e que isso tende a impulsionar votos regionalizados para o bloco de oposição ao atual governo federal. Para ele, o objetivo é claro: evitar a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e consolidar um nome da direita no segundo turno.
“Em vez de ter um jogador jogando no time da direita, nós vamos ter dois, três ou quem sabe até quatro. Isso significa que governadores bem avaliados vão conseguir ter uma ótima votação nos seus respectivos estados, ou seja, a direita vai amealhar mais votos no primeiro turno e aquele que for para o segundo turno terá o apoio dos demais”, afirmou.
Ao comentar sobre a motivação desse movimento, Romeu Zema atacou duramente o governo Lula e disse que a união do bloco conservador tem um objetivo programático, não apenas eleitoral. Ele afirmou que não há apoio federal ao agronegócio e acusou o governo petista de incentivar um ambiente de instabilidade social.
“Eu e todos os governadores de centro-direita conversamos frequentemente, nós temos um propósito em comum, que é derrotar a esquerda, é tirar de Brasília esse governo que não apoia o agro, esse governo que não apoia o setor produtivo e que faz até apologia ao crime. Então a proposta nossa é única: no segundo turno estaremos todos juntos apoiando aquele candidato que for”, finalizou.
A movimentação reforça o cenário de antecipação da disputa presidencial e mostra que a estratégia dos governadores e partidos de direita deve ser consolidada ao longo de 2025, com múltiplas candidaturas buscando o mesmo objetivo: impedir um novo mandato do atual presidente e fortalecer o discurso de apoio ao agro, ao desenvolvimento econômico e ao setor produtivo.
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