Troca de concreto por asfalto no BRT acende alerta de obra barata, frágil e com durabilidade duvidosa

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Ana Paula Figueiredo

O asfalto pode comprometer a durabilidade do modal e gerar prejuízos à cidade; Câmara cobra fiscalização firme

Durante sessão na manhã desta terça-feira (25), a vereadora dr. Mara ( Podemos) criticou a possibilidade de o BRT ser entregue com asfalto em vez de pavimento em concreto, alertando que a escolha pode comprometer a durabilidade da obra e gerar prejuízos à cidade.

Segundo a parlamentar, o concreto possui vida útil de até 50 anos sem manutenção, enquanto o asfalto não resiste à chuva e deteriora rapidamente.

“O asfalto não aguenta água. Na época das chuvas, ele simplesmente não suporta. Optar pelo asfalto é aceitar uma obra frágil, que vai dar problema logo”, afirmou.

Ela destacou que o trecho já concluído próximo ao aeroporto demonstra o padrão de qualidade que Cuiabá deveria receber.

“Não podemos aceitar apenas emendas de asfalto nos pontos de parada enquanto o restante fica comprometido”, criticou.

A vereadora reforçou que o debate não é político, mas técnico, e pediu que a Câmara mantenha posição firme para impedir que o projeto seja finalizado com material inferior.

Durante a sessão, Mara também sugeriu que o vereador Ranieri lidere uma comissão temporária para acompanhar as obras do BRT, já que ela participa atualmente de outra comissão voltada às obras da Águas Cuiabá.

“Nosso papel é fiscalizar e zelar pela cidade. Não podemos permitir que uma obra desse porte seja entregue com risco de deterioração precoce”, concluiu.

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