Ana Paula Figueiredo
Estado consolidou financiamentos bilionários, ampliou obras estruturantes e reduziu o passivo de estradas
O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Luiz Gallo, afirmou nesta quarta-feira (9) , durante sua apresentação para a comissão de deputados que questionam atrasos em pagamentos de emendas parlamentares, o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA), por conta da superestimação imposta pelo governo, que o Estado atravessa um dos períodos mais sólidos de investimentos públicos, impulsionado pela ampliação da poupança corrente e pela execução de grandes obras de infraestrutura entre 2018 e 2025.
Segundo Gallo, o governo conseguiu consolidar três financiamentos de grande relevância, entre eles um contrato de R$ 1,5 bilhão com o Banco do Brasil, destinado a apoiar projetos de agricultura familiar, educação e transporte. Ele destacou ainda que a melhoria da logística é fundamental para elevar a qualidade de vida da população e estimular o desenvolvimento econômico, sobretudo no interior.
Gallo lembrou que, em 2019, Mato Grosso possuía 32 mil quilômetros de estradas estaduais não pavimentadas e apenas 6 mil quilômetros asfaltados. Com o ritmo atual, de mil quilômetros pavimentados por ano, a gestão deve encerrar o mandato com 13 mil quilômetros asfaltados. Ainda assim, cerca de 20 mil quilômetros continuam sem pavimentação.
Para o secretário, o impacto da pavimentação é direto na vida dos moradores. “Quem mora na capital talvez não valorize, mas para quem depende da estrada para chegar ao hospital ou escoar a produção, o asfalto transforma a realidade”, destacou.
Ele também apresentou dados sobre a poupança corrente — indicador que mostra quanto do orçamento sobra para investimentos.
Em 2018, apenas 3,37% dos recursos podiam ser destinados a obras. Para 2025, a projeção é de aproximadamente 19%, o que, segundo Gallo, permitiu ampliar investimentos sem aumentar impostos.
O secretário ressaltou que Mato Grosso se tornou o Estado que mais investe com recursos próprios, superando outras unidades da Federação quando desconsideradas as operações de crédito. Ele afirmou que a disciplina fiscal adotada pelo governo eliminou o cenário de crise enfrentado até 2019 e abriu espaço para políticas públicas em áreas como saúde, educação, agricultura familiar e assistência social.
Gallo também alertou para a necessidade de manter o Estado abaixo do limite de 85% da capacidade de pagamento, parâmetro essencial para preservar a saúde fiscal. “Se ultrapassar esse índice, o Estado perde garantias, não consegue financiamentos e volta ao caos”, explicou.
Por fim, destacou que a gestão responsável do orçamento tem permitido ampliar a rede de hospitais regionais, construir novas escolas estaduais, apoiar projetos sociais e manter obras estruturantes em todas as regiões. “Cuidar do caixa é garantir que o desenvolvimento chegue a cada mato-grossense”, concluiu.