O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), desembargador José Zuquim Nogueira, afirmou na manhã desta segunda-feira (3) que não há previsão para recuar sobre o projeto que trata do aumento previdenciário para servidores do Judiciário, mesmo diante de críticas sobre impacto financeiro.
Segundo Zuquim, cerca de 6,8% dos servidores do Judiciário seriam beneficiados, mas ainda não existe um estudo de longo prazo que avalie como o aumento poderia afetar as contas do tribunal e do estado. “Há uma estimativa de gasto, mas não foi apresentada a receita e como seria feita a cobertura gradativa”, explicou.
O desembargador destacou que o projeto foi apresentado por ele, aprovado unanimemente pelo colegiado e chancelado pelo Conselho e Corregedor Nacional, o que, segundo ele, garante legitimidade para manter a proposta. “Não me cabe recuar. Meu papel é levar o projeto à Assembleia e cumprir os trâmites legais. Aprova ou não aprova, veta ou não veta, isso cabe a cada instância”, afirmou.
Sobre a movimentação da base governista na Assembleia, que tentou influenciar o debate, Zuquim disse: “Cada um age como pensa. Meu papel é apresentar, o restante é função da Assembleia e do governador”.
O presidente também comentou brevemente sobre a lista tríplice para nomeação de cargos, destacando que a escolha final é do governador, e que o colegiado não discutiu previamente a candidatura de homens ou mulheres. “Cada um é responsável pelo que escolheu”, concluiu.
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