Prefeito defende aliança ampla da direita e do centro contra Lula em 2026

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Ana Paula Figueiredo

Prefeito de Cuiabá afirma que país corre risco de se tornar um “narcoestado” e pede união estratégica para barrar o PT

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu na última terça-feira (18) que a direita e o centro político deixem de lado disputas internas e construam uma aliança ampla para enfrentar o presidente Lula (PT) na eleição de 2026. Segundo ele, apenas uma união madura e estratégica poderá impedir que o Brasil avance rumo a um “narcoestado”.

Durante entrevista à imprensa, Abilio afirmou que o país vive um ponto decisivo, citando o avanço de facções criminosas, a crise na segurança pública e a desorganização do governo federal, incluindo o episódio da COP30, que classificou como um vexame internacional.

“A eleição do ano que vem é crucial. Temos duas escolhas: retomar o Brasil para o rumo certo ou permitir que continue nessa rota de narcoestado”, declarou.

O prefeito reforçou que não há espaço para extremismos na oposição e defendeu que a direita convoque aliados do centro, aceitando apoios que fortaleçam o objetivo de barrar o projeto político do PT.

“Precisamos unir forças. Todo apoio que queira ajudar a mudar o Brasil será bem-vindo. O que não pode é começar a fechar portas e criar radicalismos que só enfraquecem o campo conservador”, acrescentou.

Abilio também criticou políticas do governo Lula na área social e econômica, citando o aumento da dependência de benefícios e cobrando promessas não cumpridas, como a “picanha na mesa”.

Ao comentar tensões dentro da própria direita, com conflitos recentes entre o governador Mauro Mendes (União) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), o prefeito destacou que a postura de divisão enfraquece o objetivo maior: retirar o PT do poder.

Para reforçar seu argumento, ele relembrou a campanha de 2020, quando perdeu a Prefeitura de Cuiabá por menos de 1%. Na época, recusou apoio de Mauro Mendes, decisão que, segundo ele, pode ter custado a vitória.

“Se eu tivesse aceitado aquele apoio, talvez o resultado tivesse sido outro. Aprendi que, quando se rejeita aliados e cria divisões, quem ganha é o lado oposto”, concluiu.