Para Mauro Mendes, "direita brasileira precisa criar líderes que construam convergência, e não divergência" em resposta aos ataques de Eduardo Bolsonaro

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JB News por Nayara Cristina Direita em conflito: Mauro Mendes cobra líderes que construam convergência e critica postura de Eduardo Bolsonaro A troca de farpas entre o governador Mauro Mendes e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro expôs, mais uma vez, a crise de unidade dentro da direita brasileira a menos de um ano das eleições de 2026. O desgaste se intensificou após críticas do filho do ex-presidente a diversos governadores — entre eles Mauro Mendes —, acusando-os de fraqueza e omissão em pautas defendidas pelo bolsonarismo. Em resposta, Mauro Mendes afirmou que Eduardo Bolsonaro “fala besteira”, está “fora da realidade” por viver nos Estados Unidos e não compreender o cenário político brasileiro. A reação gerou um contra-ataque do ex-deputado, que passou a insultar o governador em tom agressivo e de baixo nível, ampliando ainda mais a tensão dentro do campo conservador. Nesta segunda-feira, ao ser novamente questionado sobre a crise, Mauro Mendes respondeu com firmeza, mas com foco na necessidade de reconstruir a unidade da direita. “A direita no Brasil ela precisa de líderes que realmente ajudem a construir a sua unidade”, afirmou o governador. Em seguida, reforçou que a postura de Eduardo tem causado desgastes e rupturas dentro do grupo político: “Eu vejo que em alguns momentos o posicionamento dele tem gerado divergências. O nosso movimento é construir convergência e não divergência.” Essas frases  “a direita precisa de líderes que ajudem a construir a unidade” e “o nosso movimento é construir convergência e não divergência”,  foram usadas pelo governador para dar um recado direto ao núcleo bolsonarista mais radical, que vem produzindo conflitos com governadores de vários estados, inclusive Mato Grosso. Ao ser questionado se a falta de apoio da família Bolsonaro poderia prejudicá-lo em uma eventual candidatura ao Senado, Mendes respondeu que não está preocupado com alianças antecipadas. “Está muito distante das eleições. Vamos focar no dia a dia. 2026 a gente fala em 2026”, disse. Ele também reforçou respeito às mudanças de posicionamento político: “Qualquer apoio que lhe é declarado é importante. Qualquer pessoa que muda de opinião deve ser respeitada. Agora, é muito cedo para falar disso.” A crise evidencia que, com Jair Bolsonaro inelegível e proibido de participar de atos políticos, a direita brasileira vive uma disputa interna por protagonismo. Em Mato Grosso, esse ambiente se intensifica por causa do peso eleitoral do ex-presidente e pela tentativa do governador de manter sua base coesa enquanto avalia sua candidatura ao Senado e a possível sucessão pelo vice Otaviano Piveta. No centro do conflito, porém, permanece a mensagem mais enfática do governador: a direita só terá futuro se criar líderes capazes de unir, e não dividir — uma referência direta às recentes falas de Eduardo Bolsonaro, que têm provocado rupturas dentro do próprio campo conservador. Veja [playlist type="video" ids="360252"]