Impacto bilionário: líder do governo alerta que aumento do TJ pode provocar rombo de R$ 2,6 bilhões, somando folha e sistema previdenciário, Veja o vídeo

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JB News por Nayara Cristina Impacto bilionário: Líder do governo alerta que aumento do TJ pode gerar rombo de R$ 2,6 bilhões e somar perdas de quase R$ 4 bilhões com reforma tributária e fim do FETAB A proposta de reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, enviada pelo próprio TJ à Assembleia Legislativa e prevista para votação na próxima quarta-feira, desencadeou uma das maiores tensões institucionais dos últimos anos entre os poderes do Estado. O governo e parlamentares da base alertam para um possível “efeito cascata” que pode atingir todos os órgãos públicos e provocar um impacto bilionário nas contas estaduais. O aumento, aprovado em plenário pelos desembargadores antes de ser encaminhado à Assembleia, provocou imediata preocupação no Executivo. De acordo com o líder do governo, deputado Dilmar Dal’Bosco, caso o reajuste seja concedido ao Judiciário, outros poderes — Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e o próprio Executivo — deverão também reivindicar equiparações, ampliando drasticamente o custo total da folha pública. Dilmar revelou que pediu ao secretário de Fazenda, Rogério Gallo, uma avaliação precisa do impacto financeiro. Segundo o secretário, apenas com encargos sociais e folha de pagamento, o impacto estimado seria de R$ 1,911 bilhão. Já o presidente do MTPrev apontou que os reflexos previdenciários somariam mais R$ 723 milhões. Somadas, as duas projeções chegam à cifra de R$ 2,6 bilhões, valor considerado “estrondoso” pelo governo estadual. O parlamentar destaca que o problema não se limita ao impacto imediato. Para ele, o risco se torna ainda maior quando combinado às perdas de arrecadação previstas para os próximos anos. Com a entrada em vigor da reforma tributária, Mato Grosso deve perder R$ 1,5 bilhão já a partir de 2026. Além disso, o FETAB — uma das principais fontes de receita para investimentos no Estado — será extinto até 2032, representando uma queda adicional de R$ 3,3 bilhões na arrecadação. Na soma, Mato Grosso pode perder quase R$ 4 bilhões em receitas nos próximos anos, agravando o cenário e ampliando a preocupação com decisões que impactem despesas permanentes. Dilmar lembrou que, desde 2019, o governador Mauro Mendes implementou uma série de medidas para equilibrar as contas públicas, como a reforma do FETAB, leis de eficiência fiscal, ajustes estruturais e contenção de gastos. Essas ações, segundo o deputado, foram essenciais para permitir investimentos maciços no interior — como as obras entre Ponte e Assari, que ultrapassam R$ 1 bilhão — e a construção de novos hospitais regionais, garantindo saúde descentralizada e atendendo a população trabalhadora que depende da estrutura pública. O líder do governo afirmou ainda que conversou com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Zuquim, e com o desembargador Orlando Perri, e que havia uma expectativa inicial de que o próprio TJ poderia reavaliar o reajuste internamente. No entanto, segundo Zuquim, o aumento foi aprovado em plenário e a mensagem à Assembleia foi mantida. Dilmar reforça que o governo não questiona a autonomia do Judiciário, mas alerta para a responsabilidade fiscal. Ele lembra que todo o recurso utilizado pelos poderes — TJ, MP, TCE, Defensoria, Assembleia e Executivo — provém da arrecadação do Estado, que é única, e que qualquer aumento em um órgão pode pressionar toda a estrutura pública. “Vamos dar aumento para uma categoria e deixar as demais descobertas? Depois virão pedidos de suplementação, impacto previdenciário e correções anuais. A preocupação do governador Mauro Mendes é com o Mato Grosso de 2026, 2032, 2035 e 2040. É planejamento, é pensar no todo”, afirmou o deputado. A proposta do TJ deve ser levada ao plenário da Assembleia na próxima quarta-feira, e parlamentares avaliam que a votação será marcada por forte pressão de categorias e por uma preocupação crescente com o equilíbrio fiscal do Estado. O governo, por sua vez, reforça que manter as contas ajustadas é essencial para garantir investimentos, serviços públicos e estabilidade financeira a longo prazo. veja https://youtu.be/QuAwTSPjl_o?si=TA9Mo9eXs40kw-Bh