Após a Operação Contenção deflagrada pelas polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, Argentina e Paraguai anunciaram o reforço do patrulhamento de suas fronteiras com o Brasil. A operação mirou a facção Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e do Alemão, resultando em 120 mortes, incluindo quatro policiais, e 113 prisões.
A ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich, afirmou que a medida visa proteger os cidadãos argentinos de possíveis fugas de criminosos. Ela classificou integrantes do Comando Vermelho como narcoterroristas e orientou que as forças de segurança mantenham contato com autoridades brasileiras e paraguaias para ações conjuntas.
O Paraguai também reforçou a vigilância na fronteira, segundo comunicado do Conselho de Defesa Nacional (Codena), como forma de impedir a entrada de membros da facção que escaparam da operação.
O Brasil, Argentina e Paraguai mantêm um acordo de cooperação policial na Tríplice Fronteira, com o Comando Tripartite responsável pela troca de informações entre os países.
Operação Contenção
Considerada a maior e mais letal dos últimos 15 anos no estado, a operação mobilizou 2,5 mil policiais, cumpriu 180 mandados de busca e apreensão e 100 de prisão, apreendeu 118 armas e uma tonelada de drogas, e prendeu 33 foragidos de outros estados.
Os confrontos geraram pânico na cidade, com fechamento de vias, escolas, comércios e unidades de saúde. Moradores e familiares de vítimas denunciaram execuções sumárias e abusos, enquanto organizações de direitos humanos classificaram a ação como “chacina”, com relatos de corpos encontrados com sinais de execução e degolamento em áreas de mata.