Áreas federais lideram focos de incêndio em MT, diz Mauro Mendes: “51% das queimadas ocorreram em terras indígenas e assentamentos da União“ VEJA O VÍDEO

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JB News por Jota de Sá O Governo de Mato Grosso apresentou nesta segunda-feira, 1º de dezembro, um levantamento oficial sobre o período de incêndios florestais registrados em 2025 no estado. O balanço, divulgado durante coletiva em Cuiabá, contou com a participação do governador Mauro Mendes (União), do vice-governador Otaviano Piveta, do secretário de Segurança Pública, coronel César Rovere, e do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gleitson Vieira Pizerra. Os dados mostram uma forte queda no número geral de queimadas no território mato-grossense em comparação com 2024. Segundo o governador, houve redução de cerca de 78% dos incêndios no estado neste ano, resultado atribuído ao planejamento estadual e aos investimentos próprios em prevenção, combate e treinamento de brigadistas. Entretanto, Mauro Mendes chamou a atenção para um recorte específico do levantamento, que revela que as terras sob responsabilidade do governo federal concentraram a maior parte dos focos de calor. De acordo com o balanço, cerca de 51% dos incêndios registrados em 2025 vieram de terras indígenas, assentamentos e áreas federais, embora essas regiões representem apenas cerca de 21% do território mato-grossense. O governador foi enfático ao afirmar que os dados mostram uma diferença expressiva entre as áreas produtivas privadas e as áreas administradas pela União. Segundo ele, em propriedades rurais e regiões regularizadas e produtivas, o índice foi mínimo: 0,18 foco de incêndio por quilômetro quadrado, número muito inferior ao encontrado em reservas e áreas invadidas. “A grande parte dos incêndios que aconteceram, 51% vieram de terras indígenas ou áreas federais, e apesar de representarem 21% do nosso território, elas são responsáveis por mais da metade das queimadas. Mesmo assim, com todos os investimentos que o governo fez ao longo deste ano, com o programa de combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal, nós conseguimos a maior redução na série histórica do estado de Mato Grosso, talvez a maior redução entre os estados brasileiros. Isso demonstra que um bom planejamento e alocação correta de recursos são fundamentais para alcançar esses resultados”, destacou. Questionado sobre a responsabilidade do governo federal nesse cenário, Mauro Mendes foi direto: “As áreas federais, reservas indígenas e assentamentos são de responsabilidade imediata da União. O governo de Mato Grosso tem colaborado e continuará colaborando, mas isso mostra que tem que existir um planejamento para uma melhor resposta quando esses incidentes acontecem.” O governador também ressaltou a importância da parceria entre Estado e iniciativa privada no enfrentamento das queimadas. Segundo ele, mais de 4 mil brigadistas privados foram treinados, em parceria com empresas instaladas no estado, para atuar no combate aos focos ainda no início, reduzindo custos e acelerando o tempo de resposta. “Em centenas e milhares de propriedades existem pessoas treinadas, qualificadas e preparadas para atuar quando o incêndio começa. Isso reduz custos e aumenta a eficiência. Está claro que as áreas produtivas não são as responsáveis pelo aumento de queimadas.” Com o maior nível de redução do país e sob pressão constante devido às áreas de preservação federais — especialmente em regiões de invasão e áreas ainda não regularizadas — o Governo do Estado afirma que continuará intensificando ações de prevenção e cobrando planos de resposta do governo federal para 2026. Veja: [playlist type="video" ids="363663"]