O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), procurou nesta semana esfriar rumores sobre uma suposta crise interna no PL, após surgirem informações de que o ex-presidente Jair Bolsonaro poderia apoiar o projeto do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo estadual. Caso a movimentação se concretizasse, o senador Wellington Fagundes, filiado de longa data ao partido, poderia ficar em posição delicada.
Antes de embarcar para uma viagem internacional, Abilio ressaltou que não recebeu confirmação oficial da Executiva nacional do PL nem de aliados próximos a Bolsonaro sobre eventual definição de candidatura.
“Não fui informado oficialmente se o apoio será para Pivetta ou para Wellington. Tenho acompanhado essas notícias apenas pela imprensa”, disse o prefeito.
Abilio também criticou declarações que classificou como precipitadas, feitas por outros líderes políticos, incluindo o senador Jayme Campos (União Brasil), que afirmou que Wellington estaria sendo traído e poderia buscar novos caminhos políticos.
“Ele diz que não houve traição, mas, na minha visão, Wellington não foi informado de nada. Falo isso porque o considero um grande amigo”, comentou Jayme Campos.
O prefeito rebateu as críticas e destacou que algumas falas ocorreram antes de qualquer decisão formal:
“Algumas pessoas se manifestaram antes de uma definição oficial e acabaram se deixando levar pela situação. Fiquei surpreso com esses comentários”, afirmou Abilio, que mantém proximidade com o grupo de Pivetta desde que assumiu a Prefeitura de Cuiabá.
O nome da esposa de Abilio, a vereadora Samantha Íris, também tem sido citado como possível candidata a vice em projetos futuros. Oficialmente, o prefeito afirma que aguarda a decisão da Executiva, mas enfatiza que não apoiaria aliança com o MDB.
O presidente estadual do PL, Ananias Filho, garantiu que o projeto de Wellington segue sendo estruturado com apoio da legenda. Questionado sobre a possibilidade de saída do senador, Abilio destacou a longa trajetória de Fagundes dentro do partido:
“Não acredito que Wellington deixe o PL. Ele tem uma história consolidada no partido, muito antes de nós chegarmos, e não vejo motivos para isso.”